quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Feijoadíssima na Tenda - 25 de novembro de 2012

Caros Irmãos e Amigos,



Convidamos a todos a participarem conosco de mais uma Feijodíssima na Tenda.

Será nesse próximo domingo, dia 25 de novembro, a partir das 12h.

O convite dá direito à almoço e sobremesa. Tbm faremos um bingo no meio da tarde.



Participem e nos ajudem a divulgar!



Convites - adulto R$ 20,00, crianças até 10 anos pagam R$10,00 e crianças de colo não pagam.



Um grande abraço e até domingo!



Tenda Espiritualista Caboclo das Sete Encruzilhadas

***Informações 8428 4283 / 8818 6611



Convites à venda com membros (Gira de quinta) e amigos da Tenda (Bazar do Pai João e Instituto Sete Lanças).



Tenda Espiritualista Caboclo das Sete Encruzilhadas

R. Atílio Bório, 825 - Cristo Rei - Curitiba

Giras as terças e quintas - a partir das 20h

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

estereótipos...

As vezes chego a umas conclusões tão simples e tão óbvias que fico até envergonhada disso, mas como não tenho muitas pretensões mesmo...compartilho algumas dessas conclusões aqui...

Tenho pensado muito no fato de que a Umbanda, com seus ritos e entidades não tem obrigação nenhuma de dar respostas prontas ou indicar soluções mirabolantes para os anseios terrenos...contrariamente, imagino, que nossa religião deve "inspirar" em seus adeptos novas formas de encarar a Vida em todas as suas possibilidades.

Percebo também que como médiuns, em muitas situações, nos colocamos como aqueles que têm sempre que ter uma resposta filosófica elaborada e evoluída na ponta da língua. Que sempre ter que ser certinho, bonzinho, manso...que temos sempre que estar disponíveis para acertar,aconselhar, orientar, perdoar, intuir, ver, prever, sentir...chega a ser engraçado e, com certeza é super cansativo, pois máscaras precisam de muitas energias para se manterem...

Mas dai me pergunto onde fica a nossa humanidade, com as falhas, com a individualidade? Onde fica o nosso direito de escolher? E como disse um amigo meu ainda hj: onde fica nosso direito de errar?

As vezes acho que damos mais valor para o estereótipo do terreiro "fazedor de milagres", para o "santo" pai de santo, para as entidades "sabem-tudo", para o médium "SOS plantão 24h" e esquecemos do que é verdadeiro, do que é real.

Temos que cuidar muito para não nos cegar com a Luz da espiritualização...

Por isso penso que é fundamental a orientação que um terreiro pode proporcionar aos seus adeptos, mas não como algo longe da realidade e sim, como uma maneira de viver a encarnação, pelo menos, com coragem.

axé!
nelly















domingo, 4 de novembro de 2012

Feijoadíssima na Tenda

Caros Irmãos e Amigos de Fé,

com muita alegria convidamos a todos para um almoço na Tenda. A Feijoadíssima desse ano será realizada no dia 25 de novembro, domingo, a partir das 11h30.

Os convites já estão à venda com amigos e membros das correntes da Tenda (3ª e 5ª) e custam R$ 20,00 para adultos e R$10,00 para crianças com idade até 10 anos.

Teremos no cardápio do dia Feijoada completa, acompanhamentos, suco, sobremesas, bingo, bazar de artesanato e muita alegria.

Participem e nos ajudem a divulgar.

Abraços e muito Axé!

Tenda Espiritualista Caboclo das Sete Encruzilhadas
R. Atílio Bório, 825 - Cristo Rei - Curitiba
Giras as terças e quintas - a partir das 20h

visite nosso blog www.tendacaboclodas7encruzilhadas.blogspot.com.br

tendacaboclodas7encruzilhadas@gmail.com

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

umbanda e drogas

Texto retirado de
http://xamsnaumbanda.blogspot.com.br/2012/02/umbanda-e-as-drogas.html

No início, tudo parece fogos de artifício, dia de festa, brilho, sagacidade, facilidades, satisfação, prazer sem fim, bem estar.
Na verdade, entretanto, trata-se de um fogo fatal. Parece uma brincadeira, em meio a amigos, um instrumento sociabilizante, mas é um jogo mortal. Iludem-se quem pensa estar no comando, as cartas na verdade, são marcadas, estão nas mãos dos Senhores da Destruição.

Não se pode minimizar, as drogas estão matando e fazendo matar mais do que nunca. É arma nefanda, utilizada com objetivo preciso, com resultados inesperados e de longo alcance. A droga pesada quando entra em uma casa, não destrói uma pessoa, mas uma família. Remove aos poucos a vontade do usuário. O coloca à mercê de agentes do Mal, que são manipulados por forças obscuras, que não querem saber de Progresso, nem de resgate, se regozijam com a escuridão, ignorância, maldade, falta de sentimentos.

Aí está a chave, retirar do humano o que é mais humano: seu sentimento, sua capacidade de discernir o bem, o mal, perceber limites, considerar excessos. Sem capacidade de sentir, o ser humano se torna um autômato, não diferencia o que é bom para si, não desenha sonhos, não anseia por subir os degraus da evolução. O homem que não sente, é o mesmo que estar morto, só que ainda está ocupando um espaço, provavelmente incomodando muita gente, consumindo alimentos, roupas, espaço, num modus vivendi terrivelmente egoísta, pois assim como perde a conexão de sentir, desconecta-se consigo mesmo e com o outro, mergulhado apenas numa tentativa de anestesiar alguma dor que não conseguiu superar, iludindo-se que através da droga, vai ter coragem para atingir aquela posição que no seu normal acha não ter capacidade, desintegrar um medo dentro de si, de sua solidão, de sua falta de objetivos, enfim, a droga é um problema que se iniciou como tentativa de solução de algo profundo, mal resolvido, uma rota errada para alguém que já estava sem norte, e sem quem o norteasse.
(...)

Enfim, é matéria, e matéria pesada, que no astral é feito uma substância amorfa e aderente, que se espalha extensivamente ao redor, tudo contaminando, com uma capacidade de impregnação profunda e difícil limpeza. Ao ser ingerida, inalada ou injetada, a contraparte etérea da droga, além dos conhecidos efeitos deletérios sobre o corpo físico, se espalha como uma teia por todas as conexões energéticas, penetra em todos os chacras, ativando-os grotescamente, em especial o chacra genésico, atuando então sobre a vida sexual da pessoa, levando-as a novos erros e desacertos, e deformando profundamente este vórtice, por séculos afora. Também atua no chacra cardíaco, anulando os sentimentos como já comentado, no laríngeo, de onde deturpa a qualidade da fala, de modo que sua conversa passa a ser grosseira e agressiva e chega ao chacra coronário, onde ocorrem os mais terríveis desatinos, escancarando os portais íntimos aos mais terríveis obssessores e vampiros. A corrosão causada pela energia etérea da droga pode ser comparada a reações de contaminação atômica. Não admira que tantos crimes são cometidos em seu nome.

Estamos falando de drogas pesadas, que causam dependência, e o vício causado por essas, é dificílimo de ser erradicado apenas pela força da vontade. É necessária muita força interior, e a presença de alguém que lhe sustente com seu Amor, Carinho e Saúde, para dissipar as trevas interiores. Frequentemente não é nesse mundo que se consegue esta força, e ela vem do Mundo Espiritual, mediante o pedido de Fé incondicional daqueles que ao viciado estão ligados. Através de orações, e a Esperança que as Forças Maiores irão socorrer. E sempre que um pedido é feito com o coração, de algum modo ele será visto pelos espíritos protetores e o auxílio virá de diferentes formas, às vezes por momentos de susto e dor, mas que estarão prevenindo mal maior, através do despertamento e fortalecimento pessoal. Lembramos o livro “Nosso Lar”, quando espíritos abnegados, trabalham no Amor e na Caridade, acumulando “bônus horas”, que poderão ser utilizados no auxílio daqueles que ainda não conseguiram merecimento, e essa é uma mostra da grandiosidade do Amor, transformado em moeda abstrata, mas salvadora, daqueles que se perderam, ou estão prestes a se perder.

Situação muitíssimo mais difícil se encontra, quem é o mercador e aliciador das drogas. Sendo ou não usuário está, com seus atos destrutivos, causando uma deteriorização progressiva de sua estrutura perispiritual, está causando uma corrosão em seu duplo etéreo, em cada grama que vende, seja do que for. É instrumento e ao mesmo tempo o mais inferior dos escravos, pois se tornou de outras vidas, marionete dos Senhores da Destruição, com resgate pelos Emissários da Luz, muitíssimo mais difícil. Neles a Lei foi ultrapassada, e sendo assim, as portas da redenção vão se fechando, até o ponto de desintegração dos chacras, que são os pontos de conexão com o perispírito/duplo etéreo, chegando a não forma, mas não se trata da “Não Forma “ do Zen Budismo, que explica o movimento constante, a Luz se transformando na Escuridão, o Positivo no Negativo, ao se esgotar um movimento no seu limite, se inicia outro. Sim, o movimento irá se reiniciar, mas estes seres geraram a inércia do Nada, de serem nada, perderam o corpo perispiritual, e quando saírem do corpo carnal, não mais poderão pensar, optar, nada de livre arbítrio, apenas ficar a mercê de algozes pelos séculos afora, enquanto tiverem dívidas com a Humanidade terrena.

Os Senhores da Destruição são instrumentos que forçam a superação do homem, desafiam a sua Humanidade quando ele está à margem da Angelitude. São aqueles que estavam no deserto quando Jesus nele se deixou ficar por 40 dias, são agentes indiretos do Progresso, são o Limite oposto a toda Luz e Construção. Aquele que os defrontam sem estar preparado dificilmente sairá ileso.

Não podemos dizer que as drogas sejam um mal necessário, mas sem dúvida um instrumento de DOR compulsória do espírito, ou daqueles envolvidos paralelamente no processo. Nosso planeta já poderia estar livre deste flagelo, se cada um conseguisse olhar para dentro de si, assumisse a roupagem a si atribuída na presente encarnação, observasse seus defeitos e os superasse, aprimorando as qualidades, detectasse as imperfeições de caráter ou elas fossem corrigidas pelas asas amorosas de um coração materno, uma presença paterna, ainda na sua formação. Que os valores materiais fossem minimizados, enquanto maximizados fossem a luz da compreensão, aprendizado, resignação. Que a Felicidade voltasse a ser considerada possível nesse Mundo, nos momentos de Paz interior, de comunhão de Almas, de valor no trabalho verdadeiro e profícuo. Que a inércia, preguiça, maledicência, injúria, inveja e indiferença fossem substituídas pela operosidade, reflexão, perdão, generosidade e Amor. Que cada um, conhecendo-se, pudesse se bastar, sem precisar sair de si para ter serenidade, equilíbrio e bem estar. Que se relacionasse com aqueles ao redor sem atritos, sem sentimentos de inferioridade, ou sensação de supremacia. Que se achasse apenas um filho do Mundo, em missão temporária de aprendizado e serviço. Não precisaria de bens excessivos, nem de necessidade de auto-afirmação, nem ilusões de futuros incertos, nem lamentos de passados que não se modificam. Estaria de pé, dia após dia, movido pelos seus objetivos, suas crenças, seus sentimentos, sem tempo a perder, nem perder-se.

Na Umbanda, são utilizados o fumo e o álcool, mas todo filho de banda sabe que os guias deles se utilizam para obter a força etérea do vegetal, para aplicá-la nos desmanches, nas mandingas, na condução dos seus trabalhos no Bem e na Caridade. A fumaça destrói e afasta larvas astrais e o álcool saneia a ambiência perispiritual do consulente dos objetos do terreiro. Não se abre uma gira sem a queima das ervas de defumação, porque na Umbanda se respeita seus fundamentos. E os índigenas que utilizam ervas alucinógenas, assim com alguns ritos do catimbó, seguem fundamentos sagrados que de forma alguma criarão deteriorização da pessoa, ou causarão dependência. Aquele que for ao terreiro de Umbanda para abusar do álcool e fumo, quando este é permitido, pois os caciques em geral inibem imediatamente qualquer excesso, mas se ainda assim exibem uma atitude exagerada, mostrando alteração, está errando e possivelmente mistificando. A entidade utiliza o álcool tendo cuidado de preservar a capacidade do médium, e ao voltar em Terra, ele nada sentirá dos efeitos do mesmo. Os espíritos que baixarem num terreiro exigindo cachaça e outros estupefaciantes, como maconha por exemplo, como alegam alguns que o façam as entidades da falange do Senhor Zé Pilintra, não são espíritos sérios, nem o serão os seus médiuns se forem iludidos. Estarão, entidade e médium errando e se complicando, pois nada se faz sob a vibração de excessos, estarão ainda desarmonizando a ambiência da gira. A maconha, sob a lei dos homens e na espiritualidade, é proibida, e a Umbanda é uma religião , e uma religião cuida da moral, da retidão e da consciência , no respeito à Lei de Ação e Reação.

Pode ocorrer que o médium se superestime, achando que seus guias o protegerão em quaisquer circunstâncias, e mesmo sendo usuário de álcool, fumo e drogas em excesso, mesmo não sendo disciplinado, alimentando-se de carne vermelha, não respeitando as horas de abstenção sexual, enfim, fiando-se que toda e qualquer indisciplina será superada pela força dos seus guias, poderão de uma hora para outra por eles ser abandonado, perdendo o mediunato, perdendo as forças protetoras, e achar-se no meio de um grande vazio, e o pior, sob a regência das substâncias que o estão escravizando. Sua vida mediúnica será senão destruída, totalmente desarmonizada, e terá muito a resgatar, antes de tudo sua integridade e disciplina, sua humildade e sua Fé, voltando, se disporem, a um doloroso retorno.

De outro modo, há médiuns com intensa dedicação, que são trabalhadores incansáveis e de uma generosidade ímpar, com grande amor à Humanidade e seu coração é cheio de compaixão. Mas infelizmente, acham-se prisioneiros de algum vício. Neste caso, seus guias o protegerão ao máximo, e trilharão com ele enquanto o mesmo estiver na senda do serviço ao próximo, independente do carma que o mesmo estiver gerando para si. Provavelmente encontrarão em algum momento da vida, alguém que possa auxiliá-lo, já que muitas vezes não se sai sozinho de um vício. Estamos aqui para observar, aprender, discernir, nunca para julgar, atacar ou pregar falsa moral.

No Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, na questão 793, já podíamos observar: “Credes que estais muito adiantados porque tendes feito grandes descobertas e obtido maravilhosas invenções; porque vos alojas e vestis melhor do que os selvagens. Todavia, não tereis verdadeiramente o direito de dizer-vos civilizados, senão quando de vossa sociedade houverdes banido os vícios que a desonram e puderdes viver entre vós, como irmãos, praticando a caridade cristã. Até lá, sereis apenas povos esclarecidos, não tendo percorrido senão a primeira fase da civilização”.

O espírito André Luiz, no livro “Nos Domínios da Mediunidade”, psicografado pelo inesquecível Chico Xavier, alerta para os perigos da vampirização, pois uma vez que estamos sempre acompanhados, substâncias como fumo e álcool atrairão desencarnados com estas afinidades, que certamente aproveitarão e absorverão não só os eflúvios tóxicos como o ectoplasma do usuário. O que por certo atrapalha e muito, o desempenho de um médium, principalmente se for médium de terreiro de Umbanda, onde por si já é exigido um grau de doação ectoplasmática.

É importante ressaltar que os médiuns com problemas de dependência, precisarão de cuidados médicos, mas principalmente de cuidados espirituais, pois serão vítimas fáceis de obssessores, perseguidores, estarão fragilizados e necessitarão de grande proteção.

Se formos deixar os nossos queridos pretos velhos falarem a respeito, eles apenas falam que todos os séculos de cativeiro que sofreram nada significam se forem comparados àqueles a que são condenados ao cativeiro das drogas. Toda a dor, suplícios, troncos, fome, sede e frio, isto tudo ocorreu em um tempo pequeno, se comparado ao resgate deste tipo de flagelo.

Pensando nisso tudo, nesse momento, curvamo-nos aos pés de nossos Orixás. Pedimos aqueles que representam as Forças Maiores da realidade Cósmica, que velem cada filho desta Terra, seja ele ou não adepto das verdades da Vida Maior, acreditando ou não na Teoria das vidas sucessivas, na Lei da Reencarnação. Que possamos ser humildes instrumentos para minimizar as manchas que ainda turvam o Progresso da Vida terrestre. Que de alguma forma, mínima que for, estejamos conscientes das correntes energéticas que nos circundam e que possamos identificá-las, filtrando e usufruindo apenas aquilo que nos conduzir ao Bem e à Verdade. Que tenhamos discernimento, paciência, senso de justiça, operosidade, disposição para o Bem, seriedade sem perder a alegria e ação baseada na Fé raciocinada, estudo constante e um caminho reto no coração. Que as Sombras sejam afastadas, a Dor superada, e que tenhamos Força sempre para construir e reconstruir os caminhos. Que reconheçamos aqueles que estão conosco nesta caminhada, aqueles que nos acompanham e nos acompanharão pelos tempos incontáveis, tenhamos cuidado com aqueles que amamos, e respeito quando nos testarem, como instrumentos de Forças Redentoras. Que possamos sentir os Orixás e os seus emissários próximos a nós, sua Força reverberando em nossas almas, e guiados por sua Luz, sigamos construindo nossos caminhos, resgatando nossos carmas sem acumular outras dívidas, e, além disso, estendermos a mão para auxiliar a caminhada de quem está ao lado, de forma desassombrada, porque movidos pela Esperança e pela Fé.

PELO ESPIRITO PHILLERMON – TRANSCRITO PELO MÉDIUM ALEX DE OXÓSSI

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Juventude e Umbanda – parte 2

Juventude e Umbanda – parte 2

A faixa etária indicada para o que compreendemos como juventude é bem extensa, isso devido a alterações próprias da cultura terrena. O que chamo a atenção é que nessa faixa etária encontram-se tantas transformações e tantas descobertas que as oscilações emocionais as vezes tornam-se verdadeiros algozes do espírito.

Os pensamentos de desvalorização de si e do outro, a estima rebaixada, os estados de melancolia, a depressão, os distúrbios alimentares, a bipolaridade, as grandes paixões, são estados emocionais que repercutem no campo espiritual do médium e isso pode se dar de tal modo que em algumas situações leva muitos anos para resgatar o equilíbrio espiritual. Lembremos que os sentimentos definem nossas palavras e nossas ações, o que por seu conjunto definem nosso estado de espírito e nossas companhias físicas e espirituais. Estados emocionais e espirituais se confundem com nossas crenças e tudo isso constrói nossa realidade física e espiritual através das encarnações.

Ensinar o poder realizador de nossos pensamentos, de nossas palavras e de nossas ações como sementes do que queremos colher em um futuro próximo é fundamental, pois ninguém foge ao toque da Lei Maior. Lembremos que o corpo mostra-se jovem e imaturo, mas o espírito que o manifesta é antigo e tem seus débitos, seus compromissos, assim como também tem sabedoria, potencial para a Luz.

Aprendi que uma corrente tem que ser serena, equilibrada, que os médiuns devem ter orientação quanto ao papel como disseminadores de conhecimento, modelo para encarnados e desencarnados e, com base nisso, acredito que a Umbanda deve ser ensinada com valores que vão além da vida dentro do terreiro, coisas simples como dizer Boa noite!, Obrigado!, Desculpe! ou aprender a ouvir quem está ao seu lado, ajudar na manutenção da organização e limpeza do espaço físico são ensinados e reforçados continuamente. Parece coisa de pré-escola as vezes...mas é preciso ensinar a dividir, a querer bem o outro que é diferente, ensinar a encarar a vida de frente sem medo e com respeito, é preciso ensinar a ter auto-estima, a ter uma alimentação mais equilibrada, ensinar a respeitar pai e mãe, e por ai vai...

Por isso, insisto que a Umbanda não é só uma religião de fenônemos, mas de valores. Nossos médiuns precisam disso, nós precisamos disso. A Tenda é o lugar no qual vamos para aprender como viver, hoje não só aprender a viver com a espiritualidade e com a religiosidade, mas aprender a viver em grupo, aprender a viver a vida terrena.
Diante de um mundo no qual o desequilíbrio, a doença e o excesso tornam-se o parâmetro do que é “o normal”, a Umbanda pode ajudar a reverter isso, mesmo que minimamente.

Para nossas crianças e jovens a Umbanda pode representar o apoio para que o compromisso encarnatório se verifique com clareza, com orientação, com proteção, com equilíbrio, com saúde, com alegria e amorosidade...Para tal, é preciso orientar, orientar, orientar sempre sem preconceitos, sem tabus, sem o senso de pecado.

É preciso resgatar o senso de responsabilidade de nossos jovens. Responsabilidade por sua encarnação e pelo caminho daqueles que a sua mediunidade toca e influencia. É preciso fazê-los sentir e vivenciar que sempre é possível ser livre, que a alegria deve ser sincera, espontânea...é possível vivenciar a amorosidade por quem não parece ser seu igual e que ser útil é fundamental para entendermos o que podemos construir em nossa caminhada física e espiritual.
É preciso ensinar a celebrar a VIDA!
Para mim isso é UMBANDA!

Axé!
Nelly

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Juventude e Umbanda

Bom dia pra todo mundo.

Já fazia um tempão que eu não escrevia e, não tem jeito, quem gosta de ensinar sempre algo que quer contar, né? rsrsrsrsrs

Sou mãe de santo, sou uma jovem mãe de santo e tem várias coisas que me saltam aos olhos, talvez pela idade, talvez pela formação anterior, não sei...mas tanto na corrente que oriento, quanto em outros espaços tem certas coisas que me chamam muito atenção. Uma delas vou trazer a tona no texto de hoje: o jovem na Umbanda.

Cada vez mais quando vou aos terreiros e tendas em minha cidade encontro uma multidão de jovens frequentando as assistências e as correntes. Isso é bom, pois percebemos que a espiritualidade está sendo despertada e orientada desde cedo.

Contudo, não podemos esquecer quem é o homem/mulher que está na juventude de seu ciclo vital. Ele é aquele espírito impetuoso, um pouco rebelde, um pouco dono do mundo, que experimenta a euforia e a melancolia de uma forma intensa, passando de um ao outro em poucos minutos. O jovem é aquele que necessita experimentar o mundo, que está ressignificando seu corpo físico, seus sentidos, definindo conceitos como gênero, sexualidade, desejo, amor, vícios, responsabilidade, desafios, educação, beleza, ética e tantos outros aspectos da vida física. Na juventude ele trará para o mundo boa parte de suas bases familiares, suas regras para a condução de sua vida adulta.

O jovem concentra em si um grande potencial para o bom desenvolvimento espiritual pois quer conhecer, quer movimentar-se, quer ser desafiado e precisa desafiar/quebrar paradigmas, quer entender o que o outro ainda não entende, quer sempre sair na frente de algum modo e, atualmente, demonstra possuir um cabedal de informações enorme.

Isso tudo ainda não explica completamente como se dá a juventude, que hoje vai muito além da adolescência, estima-se que o período da juventude esteja modernamente compreendido entre os 12 anos até próximo dos 28, 30 anos de vida. Claro que boa parte desse perfil de juventude é marcada pelo desenvolvimento neurológico e pelas experiências de vida. Claro que existem muitos jovens maduros e sábios para a idade....Porém, o que me chama a atenção é a energia desses jovens dentro de uma gira e os riscos a que estão expostos.

Da mesma forma que temos no jovem um potencial muito grande para re-escrever o futuro, ainda temos elementos que precisam ser vistos de perto e com orientação cuidadosa.

A energia sexual, por exemplo, está em um processo efervescente nessa faixa etária, o que pode tanto ajudar no processo de desenvolvimento mediúnico quanto prejudicá-lo quando mal orientada. Desequilíbrios da sexualidade podem desgastar o jovem que é médium e, as elaborações mentais de cunho pornográfico podem gerar formas pensamentos e levar a conexões com planos muito negativos – que irão sobrecarregar o campo espiritual do jovem que é trabalhador de Umbanda, além claro, de levar partes de sua consciência para planos baixos, densos e viciosos. Que fique claro que a sexualidade em si não tem nada de negativa, os riscos estão no excesso, na falta de orientação, na criação de tabus, na promiscuidade, nos traumas mal trabalhados etc.

Ainda falando na sexualidade, temos a vaidade, a necessidade de exposição e a lascividade. É comum nessa fase da vida que a pessoa queira mostrar-se, pois faz parte da descoberta de si a aceitação pelo outro. No caso da gira, o risco de desequilíbrio vem no flerte ou na paquera dentro de uma corrente, nos comportamentos não condizentes com a serenidade que o espaço requer. Costumo dizer que o espaço do terreiro é sagrado e deve manter-se assim e de modo algum deve tornar-se clube social, baile funk ou corredor de faculdade. Não é saudável o médium ficar namorando ou “pegando” seus irmãos de corrente. Isso é um furo nos laços que fazem de uma corrente um grande elo energético. O que dá lugar a manifestação de obsessores, espíritos cruéis, viciosos, zombeteiros...

É comum na vida fora da gira as pessoas “ficarem” com quem quiserem, sem qualquer tipo de compromisso. Mas dentro de um círculo de desenvolvimento mediúnico isso não deve ser incentivado sem a noção de responsabilidade. A vaidade ainda não burilada também se manifesta de outras formas, entre elas, nas roupas e adereços exagerados, no comportamento chamativo, nas conversas inadequadas, no animismo vicioso, nas comparações entre os processos mediúnicos, no sentimento de inveja quando o outro assume determinadas funções dentro do centro, no ciúme que se manifesta nos relacionamentos, nos ódios sem motivo uns pelos outros e assim por diante.
O vício é outro aspecto que deve ser cuidado. Cada vez mais nossos jovens estão experimentando vários tipos de drogas de maneira extremamente precoce. O uso de bebidas, fumo, medicações ou entorpecentes traz danos – muitas vezes irreparáveis – nos corpos astrais do médium. No caso do médium trabalhador que faz uso de drogas pode-se dizer que ele está alimentando relações obsessivas profundas com os planos trevosos. Daí, como dizer que um médium que usa drogas conseguirá manifestar espíritos de luz? Lembrando que nossas relações espirituais se dão basicamente por afinidade....???
Na cultura da terra é comum o jovem sair com seus amigos e beber até cair, fumar excessivamente, ter relações amorosas e sexuais multiplas - com conhecidos e desconhecidos, experimentar ácidos, alucinógenos, medicações que alteram o estado de consciência....e daí, um dia por semana ele vai ao terreiro, vestir o branco e incorporar... também tem as situações em que ele vai a gira por causa do bonitinho ou da bonitinha que lhe desperta a sexualidade....como ter um trabalho sereno e equilibrado diante dessas condições?

Existem outros riscos relacionados à juventude, o que em outro momento trarei a tona.

Diante de tudo isso posso, com toda segurança, afirmar a mediunidade não fará ninguém santo, mas deve ajudar o espírito encarnado a experimentar um novo modo de viver a vida e os desafios da vida. O desenvolvimento da mediunidade deve levar à espiritualização, ao desapego, à alegria de honrar o seu corpo físico e todo o potencial que todos trazem dentro de si...Em relação aos nossos jovens a Umbanda deve levar a reflexão e a ressignificação dos valores e princípios que dão base para sua vida física. Como um médium da corrente falou dia desses: “umbanda também é arrumar a cama”.
É preciso mostrar que é possível ser alegre, feliz e satisfeito por outros meios que não apenas pelas fugas tão incentivadas pela mídia e pela cultura.

Acredito em uma Umbanda bem simples, com valores, com uma linguagem que emocione e mexa com nossos conceitos mais profundos, que lembre a necessidade da celebração da vida; nesse sentido, com os jovens que frequentam minha corrente aprendo muitas coisas e vejo o quanto eles tem a oferecer de amor e conhecimento para o próximo e para a própria Umbanda, é por isso que fortaleço ainda mais a noção de que todos os médiuns jovens precisam de orientação, de reflexão e de apoio – todos ganharão algo com isso e, pelo menos: a Umbanda ganhará médiuns mais conscientes de suas responsabilidades e o mundo ganhará pessoas melhores.

Um grande abraço,
Nelly

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Almoço de Domingo na Tenda

Almoço de Domingo na Tenda: Vaca Atolada
Amigos,
Dia 30 de Setembro (domingo) a partir das 12h estaremos reunidos para um almoço. Como sempre, no meio da tarde teremos bingo e um delicioso café colonial.
Participe conosco e na possibilidade nos ajudem a divulgar o evento!
O convite dá direito ao almoço (Vaca Atolada e acompanhamentos), sobremesas e ao café.
Entrada: Adulto R$20,00, criança até 12 anos R$ 10,00 e crianças de colo não pagam.
Convites à venda com o membros e amigos da Tenda.
Contatos 8818 6611 (Claro)e 9818 8994 (Tim)
Giras às 3ªs e 5ªs.
Rua Atílio Bório, 825 - Cristo Rei - Curitiba - PR

terça-feira, 14 de agosto de 2012

DEZ BONS CONSELHOS PARA O TRABALHO ESPIRITUAL


Obrigada Itamar Lakota!
Axé!


DEZ BONS CONSELHOS PARA O TRABALHO ESPIRITUAL

1. Não se desconectar da matéria. O excesso de espiritualismo pode criar uma descompensação com graves prejuízos para a vida pessoal e material de uma pessoa. A matéria é tão importante quanto o espírito; ambos são matizes, graus da mesma manifestação. Nenhum dos dois pode prevalecer sobre o outro.
ANTÍDOTO: EQUILÍBRIO.

2. Não despertar os poderes antes da consciência. Os poderes estão a serviço da consciência. Não é preciso buscá-los; quando chega o momento, eles surgem naturalmente. Buscar o poder antes do saber é inverter a ordem natural do processo. Para que sirvam a consciência, os poderes devem ser doados a partir de algo além de nossa vontade.
ANTÍDOTO: EQÜANIMIDADE.

3. Não fixar-se em pessoas em vez de em suas informações. Você não monta uma casa em um túnel. Ele é só um meio para se chegar até ela. Quem depende de um mestre volta à infância psicólogica. Em um processo de iniciação ou terapêutico isso pode ser necessário, mas somente como uma fase a superar, e não como um estado onde parar.
ANTÍDOTOS: DISCERNIMENTO E MODERAÇÃO.

4. Não sentir excesso de autoconfiança. Quem se crê autosuficiente é uma presa fácil para os agentes do engano e não raro se vê envolvido por eles. Quem crê demais na própria capacidade está fadado a equivocar-se.
ANTÍDOTO: DESCONFIAR DE SI MESMO.

5. Não sentir-se superior. Nunca julgue que a própria linha de trabalho é superior às demais. Essa superioridade é a antítese do esoterismo, que afirma justamente a onipresença da consciência em todos os seres e caminhos. Essa postura desconecta uma pessoa das autênticas correntes da consciência amplificada, e é o ponto de partida para a via negra.
ANTÍDOTO: EQÜIDADE.

6. Não deixar-se levar por impulsos messiânicos. A vontade de salvar os demais é uma armadilha fatal. Sua tela de fundo é a vaidade e a insegurança. Essa fobia paranóica rompe com os canais de conexão com o mestre interior, bloqueia o processo de autoconhecimento e lança a espiritualidade numa espiral involuta, além de inibir o direito ao “livre-arbítrio de cada um”.
ANTÍDOTO: CONFIANÇA NA EXISTÊNCIA.

7. Não tomar medidas inconseqüentes. O entusiasmo pode levar uma pessoa a romper com seu círculo profissional e familiar sem necessidade. Com o “fluir” ou o “fechar os olhos e saltar” — axiomas que só deveriam ser usados em situações muito especiais —, os idiotas mais entusiasmados do mundo esotérico incentivam os recém-chegados a se arrebentarem logo na largada.
ANTÍDOTO: RESPONSABILIDADE SERENA.

8. Não agir com demasiada rigidez. Encantada com as novas informações que lhe ampliam a consciência, uma pessoa pode-se tornar intolerante. Ela tem a tentação de impor sua forma de pensar e seus modelos de conduta aos demais. Limitando sua capacidade de ver a partir de outras perspectivas, ela perde o acréscimo de consciência que havia conquistado.
ANTÍDOTO: TOLERÂNCIA E RELAXAMENTO.

9. Não se dispersar. Estudar ou praticar demasiadas coisas ao mesmo tempo sem aprofundar-se em nenhuma delas leva a uma falsa sensação de saber. Nessa atitude, pode-se passar uma vida inteira andando em círculos, enquanto se faz passar por um sábio.
ANTÍDOTO: CONCENTRAÇÃO.

10. Não abusar. Manipuladas, as informações espirituais servem de álibis ou justificativas convincentes para os piores atavismos. Usar essas informações para fins muito particulares é um crime. Ninguém profana impunemente o que pertence a todos.
ANTÍDOTO: RETIDÃO E INTEGRIDADE.

Equilíbrio, eqüanimidade, discernimento e moderação, eqüidade, tolerância e relaxamento, confiança na existência, responsabilidade serena, desconfiança de si mesmo, concentração, retidão e integridade são a grande proteção daquele que se aventura pelo mundo espiritual e esotérico. Por outro lado, quem se assegura dessas qualidades pode fazer o que quiser nesse campo que estará sempre num bom caminho.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Vamos sair da ignorância em nome dos Orixás - por Alexandre Cumino

Gostei muito do texto abaixo...
Fé e Paz a todos!
Abraços,
Nelly

Vamos sair da ignorância em nome dos Orixás - por Alexandre Cumino

De tempos em tempos, aparece algum caso de crime relacionado com Magia Negativa, associado ao mal, chamado vulgarmente de Magia Negra.
De tempos em tempos, vemos associarem alguns destes crimes à Umbanda, ao Candomblé ou aos Cultos Afros em geral.
São crimes bárbaros, macabros mesmo, com mortes de crianças e estupros, motivados pelo que há de pior e mais baixo no ser humano.

Enquanto nós ficamos aqui dizendo que isto não tem nada a ver com Umbanda, Candomblé e Cultos Afros;
os criminosos, presos, se identificam com estas nossas amadas religiões e ainda dizem fazer pactos com satã, demônio,
quando não colocam os nomes sagrados de nossos guias e orixás no meio de seus crimes hediondos e passionais.

SABEMOS que nossa religião é linda, que não faz pactos, que não existe demônios em nossos cultos.

Há anos, venho batendo na mesma tecla: Umbanda é Religião e só pode fazer única e exclusivamente o bem!

Enquanto isso, pessoas que nem tem idéia do que seja religião continuam abusando de nossos fundamentos e valores de forma negativa e invertida.
O conceito sobre religião está totalmente banalizado e distorcido, qualquer um cria uma nova religião e faz o que quer com ela, esta é a verdade.

Sempre lembro a primeira definição de Umbanda dada por seu fundador, o primeiro umbandista, Zélio de Moraes e sua entidade Caboclo das Sete Encruzilhadas:
Umbanda é a manifestação do espírito para a prática da caridade!

Enquanto isso, no próprio seio da Umbanda, convivemos com praticantes que não tem a menor idéia de quem foi, ou o fez, o primeiro umbandista.
Pessoas que "dirigem" terreiros, que se denominam sacerdotes (pai de santo, mãe de santo, padrinho, madrinha…) e proíbem seus médiuns de estudar.

O medo e a ignorância são portas abertas para as trevas interiores e exteriores.
É aqui que o EGO, a vaidade e os vícios mais baixos do ser humano se instalam.

E todos os dias vemos anúncios de pessoas oferecendo "serviços" de magias negativas em nome de nossos sagrados valores,
de nossa religião, de nossos guias e orixás. Deitam e rolam com os nomes de exu e pombagira, usam e abusam.

As pessoas continuam procurando um atalho, um caminho mais fácil, para externar seu negativismo acumulado,
não querem dor, não querem crescer, não querem assumir seus atos, não querem ser conscientes, querem apenas satisfazer os sentidos viciados
no mundo das ilusões, das paixões que arrastam para atitudes emocionais animalizadas e instintivas.

Ainda se vê na figura do médium um poder de manipular vidas!
Um poder de manipular o destino, um poder que pode ser comprado, negociado.

NÃO EXISTE OUTRA SAIDA PARA A RELIGIÃO,
É PRECISO MUDAR O SENSO COMUM,
É PRECISO ALCANÇAR O INCONSCIENTE COLETIVO!!!

E A UNICA FORMA É COM EXEMPLO E NÃO APENAS COM PALAVRAS.

Um consulente pode apenas frequentar um terreiro, sem ter a mínima idéia do que seja a Umbanda.
Um consulente, um simples frequentador, pode se denominar católico, ateu, à toa e o que quiser…
Este consulente pode, sim, ele pode ser totalmente ignorante…

UM MÉDIUM NÃO PODE SER IGNORANTE!!!
UM MÉDIUM E PRATICANTE DE UMBANDA É FORMADOR DE OPINIÃO, SEMPRE!!!
O MÉDIUM É O TEMPLO DA RELIGIÃO!!! NÃO PODE SER O TEMPLO DA IGNORÂNCIA!!!

Umbanda não é e não pode ser para pessoas ignorantes.
E aqui fica bem claro o sentido e significado da palavra ignorante: aquele que ignora algo.
Não se pode praticar Umbanda de forma ignorante, sem saber o que está sendo praticado.

Quando não estamos bem, e todos passamos por momentos e períodos de negatividade, é o conhecimento, a razão, que nos mantém
dentro de limites e parâmetros seguros. O médium ignorante torna-se uma porta aberta para as trevas.

E vamos continuar vendo casos e mais casos em que a ignorância rouba, assalta, o nome da umbanda e de nossas entidades.

COMO VAMOS MUDAR ISSO???
Ignorância se vence com conhecimento e estudo…

quinta-feira, 19 de julho de 2012

O médium como um apóstolo

Salve a todos!
E as reflexões não param...

Filho de Umbanda tem que viver a Umbanda e não viver pra Umbanda ou da Umbanda.
Viver a Umbanda não é se esconder atrás de Entidades ou usar delas para justificar tudo o que ocorre na sua vida material, emocional e espiritual.
Tem que saber equilibrar sua vida material com seu compromisso mediúnico.
Mentores são espíritos livres e não posse de médium. Evoluem junto com o médium em reciprocidade, mas sem o invólucro carnal.
Médiuns são zeladores das Entidades e não escravos delas. Tão pouco elas são escravas de médium.
A Umbanda é uma religião alegre que prima pela liberdade de seus filhos, sem, contudo deixar de ser espaço de atendimento a múltiplos planos e espíritos sem distinção, portanto, sua missão é das mais sérias.
Por outro lado, seu aspecto libertário e amplo de atendimento requer preparo em vários sentidos, sejam físicos, emocionais, intelectuais, morais e vibratórios.
O médium em si não tem mérito ou demérito em se saber instrumento entre os planos.
O mérito ou demérito vem no uso de suas faculdades. Essas que não simbolizam, necessariamente evolução e sabedoria; observa-se que não raro, o potencial mediúnico vem como um modo de quitação de débitos muito antigos junto a moralidade do espírito. Cabe a cada um o olhar para sua caminhada nas esferas do mediunismo com humildade e puro senso de responsabilidade diante da Lei Maior.
Tem que saber e aceitar que é médium, mas não viver da mediunidade, tem que viver é para sua espiritualidade e para a transcendência da sua consciência. Deve buscar seguir os conselhos e orientações das Entidades em sua vida, mas não fazer disso um martírio ou motivo para julgar e criticar seus irmãos.
Se o médium percebe que tem um pouco mais de repertório de experiência na seara espiritual, moral ou intelectual deve calar-se e não ostentar sua diferenciação diante daquele que aparenta ser menos experiente. Se ousar instruir um irmão que o faça com carinho e simplicidade, mas também que não lhe falte o necessário friso quanto à disciplina para tudo o que implica mediunidade e espiritualidade.
É fundamental que se desenvolva a disciplina nos centros e encontros de cunho espiritualista. Pois tudo nas esferas superiores requer proteção, ordem, equilíbrio e harmonia.
Toda reunião mediúnica é assistida por falanges de espíritos cuja missão é de relevo. Todas as reuniões sérias são preparadas com antecedência nos planos do invisível e orientadas para que possam acolher, instruir, curar, encaminhar irmãos de várias esferas. Para que isso ocorra com segurança e equilíbrio é preciso que os instrumentos físicos (médiuns) estejam em consonância vibratória no período de chamamento ao trabalho caritativo.
O médium é um pastor, um apóstolo, um sacerdote cuja missão é das mais nobres quando se sabe exemplo para todos os planos.
Por isso, deve cuidar com a imposição, dentro do trabalho espiritual, de tabus pessoais, preconceitos, filosofias de vida não consonantes com o requerido por um medianeiro da Luz, deve atentar também para mitos e mistificações.
Contudo, mesmo diante de tantas recomendações não deixa de ser uma experiência baseada na simplicidade, na liberdade e na alegria de servir.

Axé!
Nelly

Eu te compreendo


EU TE COMPREENDO - Osho

Eu sei das tuas tensões, dos teus vazios e da tua inquietude. Eu sei da luta que tens travado à procura de Paz. Sei também das tuas dificuldades para alcançá-la. Sei das tuas quedas, dos teus propósitos não cumpridos, das tuas vacilações e dos teus desânimos. Eu te compreendo...

Imagino o quanto tens tentado para resolver as tuas preocupações profissionais, familiares, afetivas, financeiras e sociais. Imagino que o mundo, de vez em quando, parece-te um grande peso que te sentes obrigado a carregar. E tantas vezes, sem medir esforços. Eu conheço as tuas dúvidas, as dúvidas da natureza humana.

Percebo como te sentes pequeno quando teus sonhos acalentados vão por terra, quando tuas expectativas não são correspondidas. E essas inseguranças com o amanhã? E aquela inquietação atroz em não saberes se amanhã as pessoas que hoje te rodeiam ainda estarão contigo? De não saberes se reconhecerão o teu trabalho, se reconhecerão o teu esforço. E, por tudo isto, sofres, e te sentes como um barco sozinho num mar imenso e agitado. E não ignoro que, muitas vezes, sentes uma profunda carência de amor. Quantas vezes pensaste em resolver definitivamente os teus conflitos no trabalho ou em casa. E nem sempre encontraste a receptivamente esperada ou não tiveste força para encaminhar a tua proposta. Eu sei o quanto te dói os teus limites humanos e o quanto às vezes te parece difícil uma harmonia íntima. E não poucas vezes, a descrença toma conta do teu coração.

Eu te compreendo... Compreendo até tuas mágoas, a tristeza pelo que te fizeram, a tristeza pela incompreensão que te dispensaram, pelas ingratidões, pelas ofensas, pela palavras rudes que recebeste. Compreendo até as tuas saudades e lembranças. Saudade daqueles que se afastaram de ti, saudade dos teus tempos felizes, saudade daquilo que não volta nunca mais... E os teus medos? Medo de perderes o que possuis, medo de não seres bom para aqueles que te cercam, medo de não agradares devidamente às pessoas, medo de não dares conta, medo de que descubram o teu íntimo, medo de que alguém descubra as tuas verdades e as tuas mentiras, medo de não conseguires realizar o que planejaste, medo de expressares os teus sentimentos, medo de que te interpretem mal. Eu compreendo esses e todos os outros medos que tens dentro de ti. Sou capaz de entender também os teus remorsos, as faltas que cometeste, o sentimento de culpa pelos pequenos ou grandes erros que praticaste na tua vida.

E sei que, por causa de tudo isso, às vezes te encontras num profundo sentimento de solidão. É quando as coisas perdem a cor, perdem o gosto e te vês envolto numa fina camada de indiferença pela vida. Refiro-me àquela tua sensação de isolamento, como se o mundo inteiro fosse indiferente às tuas necessidades e ao teu cansaço. E nesse estado, és envolvido pelo tédio e cada ação ou obrigação exige de ti um grande esforço. Sei até das tuas sensações de estares acorrentado, preso; preso às normas, aos padrões estabelecidos, às rotineiras obrigações: "Eu gostaria de... mas eu tenho que trabalhar, tenho que ajudar, tenho que cuidar de, tenho que resolver, tenho que!...". Eu te compreendo... Compreendo os teus sacrifícios. E a quantas coisas tens renunciado, de quantos anseios tens aberto mão!... E sempre acham que é pouco...

Pouca coisa tens feito por ti e tua vida, quase toda ela, tem sido afinal dedicada a satisfazer outras pessoas. Sei do teu esforço em ajudar às outras pessoas e sei que isso é a semente de tuas decepções. Sei que, nas tuas horas mais amargas, até a revolta aflora em teu coração. Revolta com a injustiça do mundo, revolta com a fome, as guerras, a competição entre os homens, com a loucura dos que detêm o poder, com a falsidade de muitos, com a repressão social e com a desonestidade. Por tudo isso, carregas um grau excessivo de tensões, de angústia e de ansiedade. Sonhas com uma vida melhor, mais calma, mais significativa. Sei também que tens belos planos para o amanhã. Sei que queres apenas um pouco de segurança, seja financeira ou emocional, e sei que lutas por ela.

Mas, mesmo assim, tuas tensões continuam presentes. E tu percebes estas tensões nas tuas insônias ou no sono excessivo, na ausência de fome ou na fome excessiva, na ausência de desejo para o sexo ou no desejo sexual excessivo. O fato é que carregas e acumulas tensões sobre tensões: tensões no trabalho, nas exigências e autoritarismos de alguns, nas condições inadequadas de salário e na inexistência de motivação, nos ambientes tóxicos das empresas, na inveja dos colegas, no que dizem por trás. Tensões na família, nas dependências devoradoras dos que habitam a mesma casa; nos conflitos e brigas constantes, onde todos querem ter razão; no desrespeito à tua individualidade, no controle e cobrança das tuas ações. Eu te compreendo, e te compreendo mesmo. E apesar de compreender-te totalmente, quero dizer-te algo muito importante. Escuta agora com o coração o que te vou dizer:

Eu te compreendo, mas não te apoio! Tu és o único responsável por todos estes sentimentos. A vida te foi dada de graça e existem em ti remédios para todos os teus males. Se, no entanto, preferes a autocomiseração ao invés de mobilizares as tuas energias interiores, então nada posso te oferecer. Se preferes sonhar com um mundo perfeito, ao invés de te defrontares com os limites de um mundo falho e humano, nada posso te oferecer.

Se preferes lamentar o teu passado e encontrar nele desculpas para a tua falta de vontade de crescer; se optastes por tentar controlar o futuro, o que jamais controlarás com todas as suas incertezas; se resolveste responsabilizar as pessoas que te rodeiam pela tua incompetência em tratar com os aspectos negativos delas, em nada posso te ajudar. Se trocaste o auto apoio pelo apoio e reconhecimento do teu ambiente, então nada posso te oferecer. Se queres ter razão em tudo que pensas; se queres obter piedade pelo que sentes; se queres a aprovação integral em tudo que fazes; se escolhestes abrir mão de tua própria vida, em nome do falso amor, para comprares o reconhecimento dos outros, através de renúncias e sacrifícios, nada posso te oferecer. Se entendeste mal a regra máxima "Amar ao próximo como a ti mesmo", esquecendo-te de amar a ti mesmo, em nada posso te ajudar.

Se não tens um mínimo de coragem para estar com teus próprios sentimentos, sejam agradáveis ou dolorosos; se não tens um mínimo de humildade para te perdoares pelas tuas imperfeições; se desejas impressionar os outros e angariar a simpatia para teus sofrimentos; se não sabes pedir ajuda e aprender com os que sabem mais do que tu; se preferes sonhar, ao invés de viver, ignorando que a vida é feita de altos e baixos, nada posso te oferecer. Se achas que pelo teu desespero as coisas acontecerão magicamente; se usas a imperfeição do mundo para justificar as tuas próprias imperfeições; se queres ser onipotente, quando de fato és simplesmente humano; se preferes proteção à tua própria liberdade; se interiorizaste em ti desejos torturadores; se deixaste imprimirem-se em tua mente venenosas ordens de: "Apressa-te!", "Não erres nunca!", "Agrade sempre!"; se escolheste atender às expectativas de todas as pessoas; se és incapaz de dar um não quando necessário, em nada posso te ajudar. Se pensas ser possível controlar o que os outros pensam de ti; se pensas ser possível controlar o que os outros sentem a teu respeito; se pensas ser possível controlar o que os outros fazem; se queres acreditar que existe segurança fora de ti, repito:

Eu te compreendo mas, em nome do verdadeiro Amor, jamais poderia apoiar-te! Se recusas buscar no âmago do teu ser respostas para os teus descaminhos, se dás pouca importância a teus sussurros interiores; se esqueceste a unidade intrínseca dos opostos em nossa vida terrena; se preferes o fácil e abandonaste a paciência para o Caminho; se fechaste teus ouvidos ao chamado de retorno; se perdeste a confiança a ponto de não poderes entregar tua vida à vontade onipotente de Deus; se não quiseste ver a Luz que vem do Leste; se não consegues encontrar no íntimo das coisas aquele ponto seguro de equilíbrio no meio de todas as tormentas e vicissitudes; se não aceitas a tua vocação de Viajante com todos os imprevistos e acidentes da Jornada; se não queres usar o tempo, o erro, a queda e a morte como teus aliados de crescimento, realmente nada posso fazer por ti.

Se aspiras obter proteção quando o que precisas é Liberdade; se não descobriste que a verdadeira Liberdade e a autêntica Segurança são interiores; se não sabes transformar a frase "Eu tenho que..." na frase "Eu quero!"; se queres que o fantasma do passado continue a fechar teus olhos para a infinidade do teu aqui e agora; se queres deixar que o fantasma do futuro te coloque em posição de luta com o que ainda não aconteceu e, provavelmente, não chegará a acontecer; se optaste por tratar a ti mesmo como a um inimigo; se te falta capacidade para ver a ti mesmo como alguém que merece da tua própria parte os maiores cuidados e a maior ternura; se não te tratas como sendo a semente do próprio Deus; se desejas usar teus belos planos de mudar, de crescer, de realizar, como instrumentos de auto-tortura; se achas que é amor o apego que cultivas pelos teus parentes e amigos; se queres ignorar, em nome da seriedade e da responsabilidade, a criança brincalhona que habita em ti; se alimentas a vergonha de te enternecer diante de uma flor ou de um por de sol; se através da lamentação recusas a vida como dádiva e como graça, não posso te apoiar.

Mas, se apesar de todo o sono, queres despertar; se apesar de todo o cansaço, queres caminhar; se apesar de todo o medo, queres tentar; se apesar de toda acomodação e descrença, queres mudar, aceita então esta proposta para a tua Felicidade: A raiz de todas as tuas dificuldades são teus pensamentos negativos. São eles que te levam para as dores das lembranças do passado e para a inquietação do futuro. São esses pensamentos que te afastam da experiência de contato com teu próprio corpo, com o teu presente, com o teu aqui e agora e, portanto, distanciando-te de teu próprio coração. Tens presentes agora as tuas emoções? Tens presente agora o fluxo da tua respiração? Tens presente agora a batida do teu coração? Tens agora a consciência do teu próprio corpo? Este é o passo primordial. Teu corpo é concreto, real, presente, e é nele que o sofrimento deságua e é a partir dele que se inicia a caminhada para a Alegria.

Somente através dele se encaminha o retorno à Paz. Jamais resolverás os teus problemas somente pensando neles. Começa do mais próximo, começa pelo corpo. Através dele chegarás ao teu centro, ao teu vazio, àquele lugar onde a semente germina. Através da consciência corporal, galgarás caminhos jamais vistos, entrarás em contato com os teus sentimentos, perceberás o mundo tal como é e agirás de acordo com a naturalidade da vida. Assume o teu corpo e os teus sentimentos, por mais dolorosos que sejam; assume e observa-os, simplesmente observa-os. Não tentes mudar nada, sê apenas a tua dor. Presta atenção, não negues a tua dor. Para que fingir estar alegre se estás triste? Para que fingir coragem se estás com medo? Para que fingir amor se estás com ódio? Para que fingir paz se estás angustiado? Não lutes contra teus sentimentos, fica do teu próprio lado, deixa a dor acontecer, como deixas acontecer os bons momentos. Pára, deixa que as coisas sejam exatamente como são.

Entra nos teus sentimentos sem os julgar, não fujas deles, não os evites, não queira resolvê-los escapando deles - depois terás de te encontrar com eles novamente, é apenas um adiamento, uma prorrogação. Torna-te presente, por mais que te doa. E, se assim fizeres, algo de muito belo acontecerá! Assim como a noite veio, ela também se irá e então testemunharás o nascer do dia, pois à noite o sol escurece até a meia-noite e, a partir daí, começa um novo dia.

Se assim fizeres, sentirás brotar de dentro de ti uma força que desconhecias e te sentirás renovado na esperança e a vida entrando em ti. Se assim fizeres, entenderás com o coração que a semente morre mesmo, totalmente, antes de germinar e que a morte antecede a vida. E, se assim fizeres, poderei dizer-te então que: Eu te Compreendo e que, assim, tens todo o meu apoio! E verás com muita alegria que, justamente agora, já não precisas mais do meu apoio, pois o foste buscar dentro de ti e o encontraste dentro da tua própria dor! A CAUSA É INTERIOR.

O homem traz a semente de sua vida dentro de si mesmo. O que quer que lhe aconteça, acontece por sua própria causa. As causas externas são secundárias; as causas internas são as principais. Existe a possibilidade de uma transformação...E que só você pode conseguir, basta querer..

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Transformação da Negatividade

TRASNFORMAÇÃO DA NEGATIVIDADE

Paul Ferrini

É importante que você olhe para os seus estados mentais negativos de modo que possa reconhecê-los. Toda pessoa tem de aprender a ver de que modo ela causa o seu próprio sofrimento, mantendo uma atitude negativa diante dos acontecimentos e das circunstâncias da vida. Se você não vê como faz isso, causará este sofrimento inconscientemente e então não compreenderá porque a sua vida é difícil. Você culpa as outras pessoas pelos seus problemas: os seus pais, a sua mulher, o seu marido, os seus filhos, o seu chefe e talvez até Deus.

Eu peço que você assuma a responsabilidade não apenas pelo que você faz, mas também pelo que você pensa. Eu peço que você compreenda o poder que os seus pensamentos têm para gerar estados emocionais negativos, dos quais se originam as ações equivocadas. Perceba como o pensamento de que ninguém o ama faz com que você não sinta amor pelas pessoas que, aos seus olhos, são amadas, e tenha inveja delas. Perceba com o pensamento e o estado emocional subseqüente dão origem a atos hostis, que afastam você das outras pessoas.

O pensamento "Ninguém me ama" torna-se uma profecia que acaba por se cumprir. Cultivando este pensamento, sentindo-se pouco amado e agindo de modo hostil com as outras pessoas, você se afasta do amor que tanto quer.

Da próxima vez que você tiver este pensamento, por favor, tome consciência dele. Se você perceber que está ficando deprimido, por favor, tome consciência disso. Se você falar ou agir de modo que o distancia das outras pessoas, por favor, tome consciência disso. Não se julgue mal por causa disso nem tente mudar coisa alguma. Só traga sua consciência para todo o ciclo dramático que vai do pensamento para a ação.

Perceba como os seus estados emocionais e mentais negativos provocam sofrimento na sua vida. Veja como a sua negatividade acaba por se confirmar. Toda vez que se distancia das outras pessoas, você dá substância à crença de que ninguém o ama. A verdade é que você não se sente amado.

Quando você vê o drama se desenrolando na sua frente, é mais fácil assumir a responsabilidade por ele. Então você passará a dizer a verdade a si mesmo. Quando o pensamento de que ninguém o ama lhe ocorrer, você o reconhecerá e o remodelará de um modo mais verdadeiro e responsável, dizendo, "Percebo que não estou me sentindo amado neste momento".

Em vez de tentar jogar no ombro das outras pessoas a responsabilidade por não se sentir amado, você assumirá a responsabilidade por esse sentimento. O mero fato de parar de responsabilizar os "outros" pelos seus estados mentais negativos e de assumir responsabilidade por eles é o começo da cura e da correção.

Quando se sabe que não está se sentindo amado, você naturalmente pergunta: "O que posso fazer para me sentir amado neste momento?" O que você constata ao formular essa importante pergunta é que o único jeito de suscitar o "sentimento" de que é amado é ter um "pensamento" amoroso. Os pensamentos amorosos causam um estado emocional positivo em que você se sente amado. E esse estado emocional positivo o leva a ter atitudes que restabelecem a sua ligação com as outras pessoas.

Ora, não importa se esse sentimento amoroso diz respeito a você mesmo ou a outra pessoa. Qualquer pensamento amoroso serve. O amor não é nem egoísta nem seletivo. Vale amar qualquer pessoa. Quando você oferece amor a outra pessoa, você também dá amor a si mesmo.

Quando o medo e a dúvida despertam na sua psique, você tem a opção de nutrir esses sentimentos ou não. Se nutri-los, você acabará acreditando que outra pessoa é responsável pela sua infelicidade e se sentirá incapaz de mudá-la. Se não nutrir os pensamentos negativos quando eles surgirem, você se lembrará várias e várias vezes de que você é responsável por tudo o que pensa, sente e vive. Se quer viver uma experiência diferente, você tem que escolher um pensamento diferente. Tem que substituir o pensamento de medo pelo sentimento de amor.

O que leva você a buscar incessantemente o amor das outras pessoas é o fato de não perceber que o amor só pode vir da sua própria consciência. Ele não tem relação com mais ninguém. O amor brota da sua disposição de ter pensamentos amorosos, de nutrir pensamentos amorosos e de praticar atos inspirados no amor e na confiança. Se estiver disposto a isso, a sua taça transbordará. Você terá constantemente o amor de que precisa e ficará encantado em oferecê-lo aos outros.

O manancial do amor está dentro do seu próprio coração. Não espere que os outros lhe dêem o amor de que você precisa. Não culpe os outros por não amá-lo. Você não precisa do amor das outras pessoas. Você precisa do seu próprio amor. O amor é a única dádiva que você pode conceber a si mesmo. Faça isso e o universo o apoiará. Não faça isso e o jogo de esconde-esconde continuará: você buscando o amor em todos os lugares errados.

Só existe um lugar onde você pode procurar o amor e encontrá-lo. Ninguém que o tenha procurado ali já se desapontou.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Mais uma história de Preto Velho - Telefone

Em uma madrugada de quarta-feira, em meio à orla marítima, Pai Benedito preparava-se para o último atendimento fraterno daquela noite.


A lua cheia brilhava esplendorosa no céu quando o perispirito de uma senhora de aproximadamente sessenta anos de idade, mas de mente jovial, sentou-se à frente da entidade.


— Como vai suncê zifia?


— Apesar de preocupada eu até que vou bem, mas qual é o nome do senhor?


— Zifia o nome deste nêgo é Benedito, mas nêgo deve pedir licença a suncê pra dizer que o senhor tá no céu.


— Vovô desculpe-me, mas eu só o chamei de senhor para demonstrar respeito.


— Nêgo véio sabe zifia, mas para que fique tudo certo é que nêgo pergunta: eu também posso tratá-la respeitosamente chamando-a de senhora?


— Ah não vovô, se for possível eu gostaria que o senhor me chamasse apenas de Mercedes.


— Então tá tudo certo zifia: nêgo chama suncê de Mercedes e suncê chama nêgo de Benedito.


Respondendo com um sorriso nos lábios Mercedes disse a entidade:


— Está certo vovô!


— Mas conte pra nêgo o que trouxe suncê até ele minha filha!


— Vovô, veja bem, eu conversei com o meu filho e ele disse que na próxima gira do terreiro ele vai estar sentado lá na assistência.


— Que bom zifia! Muito formoso suncê levar mais um zifio pra conhecer uma das casas de caridade onde nóis trabalha em nome da Umbanda.


— Nem me fale vovô, pois eu não vejo a hora de chegar o dia da próxima gira no terreiro!


— Mas por que tanta ansiedade zifia Mercedes? O filho de suncê tá com algum problema?


— Foi bom o senhor ter tocado neste assunto vovô, por que, na realidade, quem está com um problema sou eu!


— Conta pra nêgo véio zifia!!!


— Bem, é que nos últimos meses eu tenho me sentido muito só lá na casa onde eu vivo com meu filho, minha nora e meu netinho.


— Como assim zifia?


— A solidão que eu sinto é mais por parte do meu filho, que quase não tem tempo para estar comigo. O meu esposo faleceu há poucos meses, mas eu o sinto muito mais presente na minha vida do que o meu filho que eu tanto amo!


— Zifia Mercedes, nêgo inté que entende suncê; só o que nêgo não entende é o porquê da sua ansiedade em que o seu filho vá à assistência do terreiro.


— Olha vovô a minha ansiedade é por que eu não vejo a hora de o senhor conversar com o meu filho Ramon sobre toda esta solidão que eu já venho sentindo há um bom tempo. O senhor poderia fazer isto?


— Zifia antes, por caridade, responde uma coisa pra nêgo.


— Sim senhor!


— Zifia se o seu filho Ramon, ao invés de morar junto com suncê, residisse numa terra bem distante como suncê haveria de fazer pra conversar com ele?


— Bem vovô, eu poderia usar o telefone.


— Telefone?


— É vovô! O senhor não conhece?


— Ver nêgo já viu só que nêgo não sabe como funciona; suncê pode explicar pra ele?


— Certamente vovô! O telefone é um aparelho de comunicação onde eu posso fazer contato com outras pessoas, tanto como emissora quanto como receptora de mensagens.


— Nossa zifia Mercedes esse tal de telefone é mesmo um aparelho muito importante, não é?


— É sim vovô!


— Zifia pelo que este nêgo tá entendendo o telefone é um aparelho que encurta a distância aproximando pessoas, é isto?


— Exatamente vovô!


— Zifia, se uma pessoa que suncê gosta muito e sente muito a falta de comunicação com ela morasse do lado da sua casa suncê ia preferir entrar em contato com ela pelo telefone ou pessoalmente?


— Olha vovô eu preferiria pessoalmente.


— Suncê pode contar por quê?


— Perfeitamente. Para mim nada é mais importante do que o contato pessoal com aqueles que são tão caros ao nosso afeto. O telefone é importante, mas não deve substituir o carinho, a troca de energia e afeto que só o contato pessoal sabe proporcionar inigualavelmente.


— Deixa nêgo ver se entendeu: suncê tá dizendo que o telefone serve para encurtar distâncias em relação às pessoas que estão longe de nós, porque para pessoas que estão próximas nada é melhor do que o contato pessoal é isto?


— Exatamente isso vovô!


— Zifia Mercedes, nêgo véio entende que suncê veio até aqui pedir auxílio, mas, por caridade, será que Benedito pode fazer mais uma pergunta pra suncê?


— Puxa vovô, não precisa nem pedir!


— Zifia, como suncê mesma pode ver este nêgo véio não é muito chegado a beleza, mas mesmo assim ele pergunta: será que Nêgo Dito é tão feio, mas tão feio que parece um telefone?


Completamente atônita Mercedes respondeu:


— Como é vovô?


— Nêgo véio parece um telefone zifia?


— Claro que não vovô! O senhor é completamente diferente!


— Completamente diferente?


— Completamente vovô!


— Então porque zifia Mercedes deseja transformar este nêgo véio num telefone de suncê?


— Não entendo vovô!


— Não é suncê que mora na mesma casa com o seu filho Ramon?


— Sim senhor.


— Ele não lhe é muitíssimo caro?


— É sim senhor.


— E se ele mora na sua casa isso não quer dizer que ele lhe é próximo?


— Exatamente!


— Suncê quer que ele saiba que suncê se sente só em relação a ele, não é isto?


— Exatamente!


— Então por que suncê não aproveita esta oportunidade de ouro que é viver ao lado dele e não lhe diz o quanto a ausência dele a está fazendo sentir-se sozinha, triste, com medo de ser abandonada? Quem é nêgo véio pra substituir suncê no coração do seu filho? Se suncê souber quando, como e o que falar as suas palavras terão muito mais valia no coração do filho Ramon, do que qualquer palavra que este nêgo disser a ele, pois aos olhos daquele zifio nêgo véio seria apenas um telefone.


Talvez seja pelo fato do preto-velho falar das coisas que vão ao coração de um jeito tão humilde, talvez seja pelas palavras daquela entidade terem ampliado a consciência de Mercedes, ou talvez seja mesmo pelo fato dela ter carregado aquele sentimento de abandono por tempo demais dentro do seu ser: a realidade é que nenhuma destas teorias é mais importante do que o pranto transmutador que brotou dos olhos de Mercedes, desafogando o peito dela do medo e clareando o seu mental.


Após alguns instantes, e já se sentindo bem melhor, Mercedes disse a entidade:


— Vovô, o senhor me disse que se eu souber quando, como e o que falar com o meu filho o resultado será benéfico para nós dois, mas como é que eu vou saber o que quando e como comunicar-me com o meu filho?


— Simples zifia: é só suncê fazer um telefonema antes de conversar pessoalmente com o filho Ramon!


— Telefonema? Mas o senhor não acabou de dizer que é melhor falar pessoalmente?


— Este telefonema que suncê vai fazer num é pro fio Ramon!


— Não!?!?


— Não! É pra Zambi-Nosso-Pai!


— Telefonar para Deus? Vovô, o senhor está falando sério?


— Claro zifia Mercedes!


— E como é que se telefona pra Deus?


— Um telefone não serve pra comunicação?


— Sim.


— E como comunicar-se com Deus?


— Ah, entendi vovô! Eu devo fazer uma prece a Deus, não é isso?


— Exatamente zifia!


— Só que eu já fiz inúmeras preces a Deus e até agora não consegui encontrar forças para falar da minha dificuldade com o meu filho, por isto é que eu fui trazida até aqui para falar com o senhor!


— Nêgo véio sabe disto zifia: os filhos de fé são os emissores dos pedidos de auxilio divino, Zambi é o receptor destes pedidos, a oração é o telefone e nós, que suncês chamam de entidades, somos os impulsos telefônicos!


— Pois é vovô a sua definição é, mais uma vez, brilhante em tanta simplicidade, mas o que o senhor quer me dizer, na realidade, é que eu devo fazer mais preces antes de conversar com o Ramon?


— Zifia, por caridade, cite pra nêgo pelo menos dois problemas que podem atrapalhar ou impossibilitar a comunicação num telefonema entre duas pessoas aqui na terra.


— Bem, quando o telefone está mudo isto impossibilita a ligação telefônica; já quando esta é estabelecida os chiados podem atrapalhar a comunicação.


— Muito bom zifia! Foi suncê que acabou de ser brilhante!


— Eu?


— É zifia! Suncê mesma acabou de responder por que não conseguiu forças pra conversar com o seu filho apesar de sua reiterantes rogativas a Zambi.


— Eu respondi vovô?


— É zifia! Suncê até hoje não obteve a resposta de Zambi em relação aos “telefonemas” que suncê faz a Ele por conta das interferências no telefone.


— Não entendi vovô!


— Zifia Mercedes suncê mesma respondeu pra nêgo: quando o telefone está mudo a ligação fica impossibilitada.


— Desculpe, mas ainda não entendi vovô!


— Zifia muitas vezes quando suncê pega o telefone da oração pra fazer rogativas a Zambi ele está mudo e daì Zambi não recebe a mensagem de suncê!


— Quando é que isto acontece vovô?


— Quando sunce, por exemplo, faz a prece, mas se julga imerecedora de receber a benção, nêgo véio tá mentindo?


— Não senhor!


— O fato de emitir a oração com algum juízo de valor é o suficiente, por si só, pra torná-la muda, pois só Zambi-Nosso-Pai pode julgar o merecimento ou não de cada um em suas orações.


— Estou entendendo vovô, mas será que o senhor também poderia contar-me a interferência que faz a minha oração ficar com “chiados” aos ouvidos de Deus?


— Perfeitamente zifia! É quando suncê faz preces com outros desequilíbrios nos campos da fé!


— O desequilíbrio nos campos da fé provoca chiados na oração a Deus: é isto?


— Exatamente, pois a oração é por si só, um ato de fé, não é verdade?


— É verdade, agora estou entendendo Pai Benedito!


— No seu caso, como suncê bem sabe, o desequilíbrio nos campos da fé que produz os chiados em suas orações é originário do medo que suncê tem que Deus lhe dote de forças pra conversar com o seu filho e de que você, depois de conversar com ele, seja tratada de forma indesejada pelo Ramon devido à incompreensão dele.


— Não vou negar o senhor tem razão, é verdade!!!


— Pois então minha filha mudar sua postura, seu estado consciencial, continuar a ter fé em Deus sem duvidar de seu próprio merecimento e capacidade são as condições que farão a qualidade dos seus telefonemas ser a melhor possível aos ouvidos de Zambi-Nosso-Pai, suncê entendeu?


— Sim senhor!


— Então vá na força e na luz de Zambi-Nosso-Pai!


— Que assim seja e muito obrigado vovô!


— Nêgo véio é que agradece zifia Mercedes, nêgo veio é que agradece!!!



Mensagem de Pai Benedito recebida por Pedro Rangel.

domingo, 3 de junho de 2012

Pensamentos by André Luiz

Bom dia!
Bom domingo...
abraços,
nelly

Respeite os problemas alheios, sem interferir neles, a menos que a sua cooperação seja solicitada.


Não pronuncie palavras que ofendam e depreciem.


Quando possível, dê sempre alguma frase de consolo e esperança a quem sofre.


Não se faça estação de pessimismo ou desânimo.


Esqueça o mal que receba e nunca faça a cobrança do bem que tenha podido distribuir.


Não impulsione para a frente qualquer questão desagradável.


O trabalho no desempenho do seu dever é o capital que lhe valoriza as orações.


Lembre-se da parcela de socorro que sempre devemos aos companheiros mais necessitados que nós mesmos.


Quanto possível faça algo ou algo aprenda de útil para que seu dia de hoje seja melhor que o de ontem.


Nunca se esqueça de que todas as vantagens ou benefícios que desfrutemos da vida são empréstimos de Deus.

(André Luiz)

sábado, 2 de junho de 2012

Apegos

Apegos – por Sr Zé Pilintra

http://www.seteporteiras.org.br

Uma pessoa radical é aquela que não abre mão dos seus pontos de vista, que é intransigente no seu modo de ver e tratar um assunto. No popular, a gente podia dizer que é “um mala”, pois às vezes fica pesado ficar perto de alguém assim...
Todos nós, de algum jeito, temos lá nossos “radicalismos”, hehe... Uns são bem inocentes, não atrapalham ninguém. Vamos pegar uns exemplos.
Às vezes se diz: “Só tomo café de máquina”; “Só tomo café na xícara”; “Só como de garfo e faca”. Isso não chega a ser intransigência, mas um gosto da pessoa, uma coisa na qual ela se apega porque lhe faz bem, dá satisfação. Mas que ela perde a oportunidade de experimentar coisas novas, lá isso é verdade... Ainda fica uma questão: e se o amigo que lhe convidou pra comer não tem isso pra lhe oferecer, porque os costumes dele são mais simples?...
E isso também me traz pra lembrança um tempo meu de encarnado... Hehe, tempo bão!... Foi quando vivi aos cuidados da minha querida Vovó “Zurmira”― que assim ela se apresentava. Mulher de poucas letras, mas de um enorme coração... Quituteira de mão cheia, punha Luz e Amor em tudo o que tocava... Nos seus modos simples, quando sozinha, ela gostava de comer com as mãos, fazia lindos bocados... Mãos muito limpas, sempre lavadas com cuidado, e ainda banhadas de pureza pelos atendimentos de caridade que fazia... Eu era moleque e gostava de espiá-la nesses gestos simples e naturais. Eu pensava que ela é que tava certa, pois abria as mãos de trabalhadora pra receber e saborear os frutos da Mãe-Terra― era isso que eu sentia... Ela “se escondia”, pra evitar que alguém de fora se melindrasse, não gostava de ofender a ninguém... Quando tinha mais gente na mesa, então ela sabia usar garfo e faca, toda jeitosa e delicada. Tudo nela era delicado... O que mais vale na vida é o que a pessoa tem por dentro... E Vovó Zulmira demonstrava em qualquer situação aquela delicadeza, não dependia de mais nada pra ser assim... Enfim, cada um vive do seu jeito. Vamos continuar nossa prosa...
Outros tipos de radicalismo já vão dar complicação, mostrando que a pessoa perdeu a medida, que não está considerando outras opções e nem respeitando a opinião alheia.
Vamos pensar nuns exemplos: “Não suporto mulher de saia curta...”― essa frase tá sugerindo que tem “coisa errada” nela. Mas eu lhe pergunto: e o que você tem com isso? Se a Dona tá passeando feliz, lá com a sua sainha? A maldade tá no olho de quem vê... Se não lhe agrada, não use! Outro caso é quando se diz: “Não gosto de gente calada...” ―olha a ruindade aí, outra vez! Não podemos nos apressar em julgar a pessoa por causa de um comportamento dela ou duma aparência! O motivo dessa conversa não é apontar o dedo pra ninguém, e sim, a gente analisar os próprios comportamentos, observando as coisas que a Vida traz pra gente.
O motivo é a gente se lembrar― quando uma coisa assim (dos exemplos) acontece na nossa frente―, de que também fazemos isso, até sem perceber. A gente se apega num ponto de vista, numa idéia, e às vezes não aceita nada diferente daquilo e fica intransigente...
Intransigência é apego, é limitação. Não faz bem pra gente. O bom é procurar se
renovar sempre: considerar outros pontos de vista, outros jeitos de se fazer as coisas e etecétera e tal. Quando a gente se apega, agarra aquilo com as mãos. Daí, com as mãos cheias, fica mais difícil de poder receber outras coisas da Vida. Esse é o caso a considerar. A velha história: esvazie seus armários das coisas apinhadas, que você acaba nem usando tudo, pra poder receber coisas novas...
No coração e na cabeça da gente acontece a mesma coisa: precisa de ar novo, precisa de se abrir espaço para o novo entrar, pra que haja renovação das energias e da qualidade da vida que se leva.
Enfim, tem muita coisinha que a gente vai fazendo, e fazendo, sem se dar conta de que a soma daquilo tudo gera algumas atrapalhações no caminho...
A gente, sem perceber, vai acumulando coisas sem importância... E aquilo, muitas vezes, impede a entrada de coisas importantes que a gente tanto queria alcançar. A raiz dos tais “grandes problemas” quase sempre está em pequenas atitudes que a gente vai tomando na vida, sem se dar conta, sem parar pra pensar. Enfim, que um dia a gente aprende...
Outros radicalismos já mostram uma boa dose de orgulho e vaidade. Nos grupos a gente percebe melhor isso.
Imagine um Templo, onde há muitas tarefas a cumprir, mas alguém do grupo nunca tá disposto a fazer outro serviço que não seja a primeira tarefa que lhe deram ao entrar na casa. A pessoa se apega naquilo, não ensina os companheiros que acabaram de entrar no grupo, se apossa da tarefa e não se dispõe a mais nada. Principalmente no caso de ser convidada a fazer serviços de bastidores, aqueles que são importantes, mas que não colocam a pessoa em destaque durante os trabalhos (limpeza, arrumação e muitos outros)... Quem age assim perde a oportunidade de aprender outras coisas e cria insatisfação em torno de si, ao retirar oportunidades dos outros também. Pode não perceber, mas tá no orgulho e na vaidade... Não tá agindo com o senso de colaboração, não distribui, só recebe o que quer, e também não doa de si o que poderia. Isso acontece em todos os grupos (família, trabalho, estudo e etecétera).
Por que eu tô falando disso? Porque isso gera entraves na vida da pessoa!...
O mais interessante é o que eu chamo de radicalismo “chique”, hehe... É uma forma de intransigência velada, quando a pessoa impõe seu gosto e pensamento de forma indireta, querendo fazer disso o padrão que todos “devem” seguir. É uma forma de controle. De “chique”, não tem nada... Essa pessoa nunca levanta a voz, se controla ao máximo, não perde a pose, mas outras atitudes revelam sua real intenção: ela solta uma piadinha, ou faz caras e bocas, ou revira os olhos, ou dá uma risadinha de canto da boca, isso quando o outro tá falando ou mostrando uma coisa que ganhou ou um trabalho que fez, e todo feliz, querendo compartilhar sua felicidade. Vamos dizer que alguém chega pros companheiros e, todo feliz, mostra uma roupa nova. O radical “chique” dá parabéns, elogia, mas pelas costas do companheiro revira os olhos, numa crítica maldosa e covarde, querendo dizer que aquilo é de mau gosto... Não foi um ataque aberto e direto, o companheiro nem percebeu, mas aquilo foi visto pelo restante do grupo. Uma censura sem propósito e que nada traz de bom pra ninguém. Uma atitude infeliz... Sou bem sincero, não gosto disso. Prefiro os maldosos declarados, que chegam na cara da gente e despejam sua crítica pesada e, no geral, sem fundamento. Pelo menos, mostram quem são!...
Já o radical “chique” é perigoso: dissimulado, liso, vive se escondendo, escorregando, querendo ter vantagem em tudo, ficar “por cima”, sem nunca se expor ou dizer quem é...
Mas não tenho raiva, não! Quem age desse jeito tá doente, e já perdeu a noção de si mesmo, de tanto se disfarçar... Enfim, que todos nós precisamos de ajuda e de um trabalho constante de autoconhecimento, pra ir melhorando aos poucos.
E o fim dessa prosa é esse mesmo: que a gente pense e repense, analisando as coisas que fez naquele dia, fazendo um balanço de tudo, pra se melhorar e melhorar na vida. Um balanço no final de cada dia, revendo o que aconteceu, as nossas emoções diante das coisas, os sentimentos, as reações, as decisões e indecisões... Não pra se condenar pelo que não fez tão bem, mas pra avaliar o avanço que tem feito, e as coisas que pedem uma revisão, onde tá carecendo de um apoio, procurando ajuda e etecétera. Afinal, a nossa vida é a empresa mais importante que pode haver. Quem lucra e quem às vezes perde, num momento, é a gente mesmo, de tudo aquilo que faz e deixa de fazer.
Com esse balanço a cada dia, as coisas não se acumulam. Os armários e as gavetas da nossa cabeça vão estar sempre arejados e com espaço pra coisas novas. A gente vai ficando mais capaz de ter pensamentos e idéias bem claras. Os problemas não ficam tão pesados, porque a gente vai olhar pra eles um dia de cada vez, fazendo o que pode pra melhorar, dia após dia. Isso dá um alívio na gente, e as coisas ficam mais leves, não tem lugar pra “dramas”...
Eu lhe desejo muita paz e sucesso nos seus balanços de final do dia!
Muita coragem pra continuar, muita determinação, muito carinho por si mesmo, muitas boas colheitas, muitos projetos pra realizar.
Porque sei de uma coisa, meu amigo, minha amiga: se você teve paciência com essa minha conversa, respeitando os meus limites de comunicação, é porque você é uma pessoa “chique” de verdade: com muita elegância na alma, com um coração aberto pra ouvir os outros, com disposição de observar o que acontece à sua volta, pra tirar suas próprias conclusões e acolher no coração e na mente o que lhe possa trazer algo de bom. Muito obrigado!
Enfim, tudo ensina, pois de tudo se tira mais uma experiência. E assim a Vida nos leva pra caminhos melhores...
Então, que OLORUM nos ilumine, pra que a gente se livre de ser uma pessoa apegada demais e radical; mas sem nunca perder o respeito, de irmão pra irmão, por aqueles que ainda estejam noutra fase de aprendizado... Que assim seja!
Fique na Paz.

(Zé Pelintra, 16/3/2012)

Praticando o Amor

Eu entendo que a atuação mediúnica só tem sentido se for realizado como um profundo ato de amor, por si, pelo próximo, por Deus... Axé! "Se existe amor, há também esperança de existirem verdadeiras famílias, verdadeira fraternidade, verdadeira igualdade e verdadeira paz. Se não há mais amor dentro de você, se você continua a ver os outros como inimigos, não importa o conhecimento ou o nível de instrução que você tenha, não importa o progresso material que alcance, só haverá sofrimento e confusão no cômputo final. O homem vai continuar enganando e subjugando outros homens, mas insultar ou maltratar os outros é algo sem propósito. O fundamento de toda prática espiritual é o amor. Que você o pratique bem é meu único pedido” - Dalai Lama -

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Celebrando a Paz

Amigos, na busca por uma mediunidade equilibrada, por um trabalho sério e, principalmente na minha eterna tentativa de transformação pessoal, tenho experimentado vários momentos que valem por uma vida inteira. Entre esses momentos de aprendizado profundo, estão as noites de terça-feira junto a corrente que vai se construindo devagarinho... A idéia de ser manso e prudente tem tomado uma nova perspectiva para o meu espírito aguerrido e belicoso (rs)... viver tem tomado uma nova perspectiva. Não há nada de novo, não há nada de espetacular, nenhum milagre, nenhuma novidade...apenas a vida se mostrando em uma perspectiva tão familiar e querida ao coração que parece que sempre foi assim. E nessa simplicidade cabem as palavras que inspiraram nossa saudação aos Pretos Velhos. Adorei as Almas! Carinho, Nelly A Paz A paz não é orgulhosa de si, não se compraz no ego. Não se constrói na tristeza do outro, nem na competição. Se houver um único ser que possa se lamentar por tua existência, por algo que você fez ou falou, então não há paz. Se não houver perdão de si para si e para o outro, não há paz. A paz não se faz no barulho, na balbúrdia. Ela nasce na tranquilidade da mente e do coração. Ela é filha de uma consciência límpida e de um coração bondoso. Se houver resistência ou não aceitação de algo, então não há paz. Se houver rebeldia ou contradição, então não há paz. Não há paz nas palavras doentias, nas ações de má fé. Não há paz em atitudes e palavras rudes. Não há paz na vaidade. Não se luta pela paz. Nenhuma guerra, briga ou competição se justifica pela busca da paz. Se constrói a paz na humildade dos atos e palavras. Ela é fruto da renúncia, da maturidade do espírito que busca entender e aceitar os caminhos da vida. Não se toma a paz para si, pois ela não pertence a ninguém, não é objeto de barganha ou de negociação. Ela é de Deus e é o próprio Mestre redivivo na alma de cada um. É preciso gratidão e alegria serena para que a paz se manifeste. É preciso silêncio para perceber a paz. É preciso simplicidade para viver a paz. É preciso entregar-se ao mistério divino para ser a paz. Um espírito livre é um espírito de paz. Pela libertação dos cativeiros da alma, salve a Paz de Oxalá! Salve Vó Benedita de Aruanda! (mensagem pela saudação dos Pretos Velhos no dia 15 de maio de 2012)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Saudação aos Pretos Velhos - Celebrando a Paz!

"Preto Velho bateu sua caixa deu viva à yayá, Preto Velho bateu sua caixa deu viva à yoyo, Viva yayá! Viva yoyo! Viva Nossa Senhora, cativeiro acabou! "

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Alento

Essa veio dos nossos amados Pais Velhos. Sabedoria infinita a orientar nosso coração tão dolorido... Salve Vó Benedita de Aruanda e Pai Bento de Angola! Saravá o Rei do Congo! carinho, Nelly “Somos convidados em nosso dia a dia a vivenciar os ensinamentos que nos são apresentados ao longo de nossas vidas. Isso se dá por meio dos embates cotidianos, seja num momento de reflexão, na oportunidade de calar nossas palavras, em momentos de alimentar a paz em uma situação de discórdia, de acolher aquele que nos fere, de pedir perdão... Os embates diários são muitos e cada um vivencia aqueles que mais se adequam a sua necessidade de aprendizado e de equilíbrio. Em outras palavras, aqueles que atraímos por nós mesmos, por nossas ilusões, por nossos vícios e, assim por diante. No meio da confusão desses inúmeros embates nem sempre se consegue perceber a mão dos mestres a nos guiar e a sede de equilíbrio e harmonia nos chega, a tal ponto, que deixamos de entender o que é isso que estamos necessitando. Tudo parece se confundir diante de nossos olhos. Mas ainda assim, o equilíbrio e a harmonia estão conosco. O equilíbrio, é a medida certa da liberdade que cada espírito, individualmente, deve alcançar. É a sensação de redenção, de ter feito o que era mais certo, sendo, honesto consigo e com Deus, mesmo que o coração sangre e os olhos chorem. O equilíbrio é a força de Xangô atuando. Esse magnífico Orixá, emana por todos os caminhos, a lucidez necessária aos ajustes cármicos, a fortaleza na alma para a solidão do mundo. A justiça divina consiste nisso: oportunidades de reorientar o caminho, acertando o passo para a liberdade. Não há injustiça em nada do que ocorre em nossas vidas. Tudo faz parte de uma teia energética que construímos ao longo das múltiplas existências. Para desfazer esse intrincado tecido fluídico é necessário percorrer um longo caminho, primeiro dentro de nós mesmos, para após, reconhecermos no outro esse “eu” que fomos e que ainda somos. Tudo que vivemos é fruto de nossas irradiações, de nosso entendimento e de nossa capacidade de escolha. Basta um segundo, uma mínima escolha para que toda uma história se modifique. As escolhas são feitas no tempo e, ao longo dele, vão se condensando até dar forma a nossa realidade atual. Somos o que somos, porque fomos nos construindo ao longo do tempo. Se ao longo do tempo nos afastamos do belo e do bom, será ao longo do mesmo tempo que retornaremos à nossa verdadeira morada. E, esse caminho de volta se dá por meio dos embates do cotidiano e do que construímos com essas múltiplas experiências. Cada um a sua maneira e no seu tempo. A força para a luta diária com o mundo tem sua origem no entendimento e na aceitação de que tudo o que existe, existe por algum motivo que nem sempre nos é dado conhecer em profundidade, mas que se, participamos, é porque nos foi ofertada a oportunidade de aprender algo a respeito, agregando informações e modelos para o futuro. Somos seres cuja consciência precisa ainda de experiências físicas, por isso, o estágio evolutivo na matéria é uma oportunidade ímpar para alcançar o tão almejado equilíbrio, portanto, liberdade. Aproveitar cada situação para mudar seu caminho, sua vibração, sua postura é tarefa árdua, mas que pode ser vivenciada com a alegria e a leveza dos Êres, cuja essência ainda trazemos em nossa alma encarnada. Viver e experenciar momentos de ajustes é uma dádiva. Não se prendam ao medo de errar, não se prendam ao futuro, não se prendam ao passado. Não se prendam em si mesmos. Ao contrário, se liguem a princípios que sejam condizentes com a mansuetude da alma, com uma postura pacífica e amorosa diante da confusão do mundo. Prendam-se a valores que enobreçam o espírito, despertando o que há de melhor nele. Rendam-se aos conflitos com a certeza de que há algo sendo acertado, limpo e liberto. Rendam-se as novas possibilidades da vida em sua plenitude no Bem. Vivam o bem, sejam o bem e aceitem a justiça se manifestando. Porque é assim: a trajetória evolutiva de cada um de nós, encarnados ou não, é feita tal como uma trama cuja tessitura é realizada a cada segundo, momento a momento, escolha a escolha, vida após vida... Salve a estrela guia que brilha na coroa de cada filho dessa Casa. Salve Jesus e a Virgem Maria!” Curitiba, 06 de maio de 2012.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Salve Ogum!

Recebi no facebook...e compartilho aqui no blog, pois é bem bacana a reflexão... Salve Ogum! Axé, Nelly
Penso na importância desse dia para a Umbanda, dia em que a vibração máxima da ação, da força, da coragem, da Verdade Suprema está ativamente em ronda. Dia em que os “sentidos” dos umbandistas afloram, afinal é Dia de Ogum !!! Como passar por esse dia sem falar sobre a importância da ação dos médiuns umbandistas? Como aceitar umbandista sem ação, fechados dentro de seus mundos deixando de lado o trabalho, o compartilhar, a ação em prol do próximo? Sei que a vida dá voltas e, são exatamente nessas voltas em que a vida dá que temos que ser retos, convictos em nossos propósitos, principalmente de fé. Fé, que além do seu sentido harmonizador, é impulsionadora, e é por esse impulso que agimos e realizamos. Portanto quando temos fé, temos Ogum manifestado em nossos corações. Claro que muitas pessoas dizem que têm fé mas, dizer só, não é um ato de fé. Fé é vibrante, Fé é ação reta, é agir ativo! Fé é trabalho e todo trabalho só é produtivo se tiver ordem, portanto fé é ação, é caminho, é retidão, é trabalho, é ordem, ou seja, FÉ é OGUM ! Ogum não é falar, é sentir e agir! Ogum não é querer, é trabalhar para conquistar! Ogum não é tristeza, é certeza verdadeira! Ogum não é pensar, é ser, estar, agir, pleno em tudo e por todos! Ogum não é silêncio, não é passivo, é ativo com consciência! Ogum é provocativo! É pensar na frente, é ser a causa e é estar na frente! Não dá para no dia de hoje não refletirmos sobre nossa condição espiritual, mediúnica e principalmente umbandista. A Umbanda, a espiritualidade, o espírito, precisam de ação, não sobrevivem na passividade, sem que trabalhem ou que haja benefício do próximo. A Umbanda, a espiritualidade, o espírito, não são poupança, não devem ficar guardados. Devem ser compartilhados! Hoje é dia de vermos Ogum, de sentirmos Ogum, de nos dedicarmos à Ogum! Como pensar em pouco quando falamos em Ogum! Hoje é dia de falar com Ogum! É dia de verdadeiramente nos posicionarmos diante dele como soldados: agindo em sentido de alerta, praticando a Umbanda na sua essência, em posição, estufando o peito, olhando reto e confirmando nossa verdadeira fé ! Ser Umbandista É ter o privilégio de sentir OGUM com toda sua força e determinação; É ter o privilégio de ouvir OGUM e aprender com sua estratégia e coragem; Ser Umbandista É ter o privilégio de segurar a espada, o escudo e a lança de OGUM com toda sua convicção e proteção; É ter o privilégio de girar em OGUM com sua reverência e valentia; Ser Umbandista É ter coragem e proteção; É ter convicção e determinação; É ter a Glória e a Salvação à sua disposição; Ser Umbandista para mim, É ter Ogum cravado no coração e manifestado diariamente, com toda sua excelência! Ogunhê
(fonte:www.minhaumbanda.com.br - texto publicado em 23/04/10)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Não valorizem o Mal

Não valorizem o Mal,Valorizem o bem,
Não valorizem o Mal,Não alimentem os seus demônios interiores,
Não valorizem o Mal,Valorizem a bondade, a sua luz interior,
Não valorizem o Mal,Nem sempre o que seus olhos lhes mostram são imagens reais, pois podem ser criação de sua mente ou imagens implantadas do que querem que vejam,
Não valorizem o Mal,Valorizem a importância de Deus em suas vidas,
Não valorizem o mal,
Para não acabarem sendo escravos dele,
Não valorizem o mal,Nem tudo é demanda ou ataque espiritual,
Não valorizem o mal,
Olhem para dentro de si e vejam que lá esta a fonte da atuação negativa,
Não valorizem o mal,Se houve a atuação, é porque houve afinidade vibratória e, por conseguinte algo a ser resolvido por vocês mesmos,
Não valorizem o mal,Parem de procurar no externo ou em terceiros a causa dos seus problemas,
Não valorizem o mal,O seu maior inimigo são vocês mesmos, é a auto-sabotagem ao seu plano pessoal divino,
Não valorizem o mal,Quando pararmos de procurar o mal onde ele não existe, estaremos de frente para com Deus.

Palavras do Senhor Ogum Matinata aos médiuns do Centro Espiritualista 7 Lanças, Curitiba – PR. 15/04/2012 - http://umbandasagradacuritiba.blogspot.com.br/

cuidando da própria Vida

Vivemos momentos difíceis no Orbe terrestre. O mal é divulgado com força, a violência se justifica como condição de convívio, a sexualidade viciante densifica o amor e deturpa os afetos, as doenças crescem, como produto de uma vida baseada na competição, no desequilíbrio emocional e na falta de conhecimento sobre si e sobre Deus. Todos os espíritos sofrem em algum nível. E esse sofrimento dá base para comportamentos que não são condizentes com um mundo melhor ou, pelo menos, com um estado de espírito mais equilibrado.
O que está faltando?
As religiões, seitas e filosofias se multiplicam e são divulgadas com facilidade. Temos acesso a informação de maneira muito ampla, mas não conseguimos ser sábios. Temos teorias e conceitos profundos sobre quase tudo o que há, distribuímos conselhos às pencas, mas não conseguimos resolver pequenos desafios que nossas escolhas nos trazem.
O que estamos fazendo de nossa encarnação?
Vivemos míopes diante da espontaneidade e da pureza da alma. Nos afastamos do Deus que habita dentro de nós...desconhecemos nossas necessidades mais intimas de aprendizado e equilíbrio. Desconhecemos a natureza de nossa Alma e atribuímos a outros responsabilidades que são exclusivamente nossas. De modo geral, não respeitamos nem nossas necessidades físicas básicas, tal como comer e dormir direito...
Tudo isso para que? Para dizer por ai que somos vítimas do destino? De um Deus intimidador?
Dia a dia vamos nos enredando em laços invisíveis e fortalecendo o cativeiro de nossa alma.
O que temos feito com as oportunidades de redenção e liberdade?
Quantas vezes temos que ajudar uma pessoa que tem a mesma dificuldade que nós mesmos? Quantas vezes somos convidados a mudar, a perdoar, a escolher de modo diferente, a recomeçar o caminho? Todos erramos e muito, mas há sempre a possibilidade de olhar de modo diferente para toda e qualquer situação, aprendendo com ela e escolher outros caminhos...
Quando postas essas questões para nossos amados mentores, geralmente eles nos aconselham a observar o que estamos fazendo e que nos leva para longe do caminho da Lei Maior. Segundo o que nos ensinam, todo e qualquer sofrimento é sinal de que estamos indo contra com nosso compromisso encarnatório. Para saber o que estamos fazendo de inadequado é necessário praticar momentos de meditação e reflexão profundas. Nos quais nos vemos como somos e identificamos o que temos que mudar. A Espiritualidade Superior está ao nosso lado para nos dar forças para a necessária transformação e, claro, resignação e entendimento para aceitar o que não podemos mudar ainda.
Isso é viver a mediunidade baseada na espiritualização e não apenas no fenômeno, isso é saber usar seu livre arbítrio, assim como, entre outras coisas, é vivenciar a religiosidade na vida real.
Imagino que aquela disciplina que é tão exigida dentro do Centro deva fazer algum sentido na nossa vida terrena também, não é mesmo? O silêncio, a prece, o distanciamento das situações negativas, a mudança de comportamento, o cuidado com as palavras, com os pensamentos, com os excessos de qualquer natureza, o cuidado com a vitimização e com a culpabilidade... etc. Tudo o que nos é ensinado dentro do Terreiro deve ser posto em prática na intimidade de nossa vida de alguma forma para além do acendimento de velas, de incorporações incautas ou de aconselhamentos puritanos. Se cada um cuida de seu caminho e, portanto, de sua vibração, estaremos contribuindo amplamente para o trabalho que as esferas superiores desempenham na Terra.
E, mais do que apenas dentro dos Terreiros e demais Templos religiosos, temos que nos conscientizar que servimos de instrumento também fora desses espaços. E o que aprendemos dentro deles deve servir à nossa encarnação e ao compromisso individual com a Divindade.
Olhemos para nossa Vida, para nossas escolhas, vamos viver o que aprendemos, com coragem, alegria e humildade e, assim, mudar nosso destino, fazendo valer a atual oportunidade encarnatória. Vamos fazer de nossa vida campo fértil para a Espiritualidade Superior e assim não coadnuar com a negatividade e repetição de ciclos cármicos. O que acham? Vamos tentar?

Carinho e axé,
Nelly

quinta-feira, 29 de março de 2012

Pequenas Reflexões - Alexandre Cumino

“Todos são Chamados,

Escolhidos são os que se Dedicam,

A ‘algo’ Maior que eles mesmos”

Alexandre Cumino

segunda-feira, 26 de março de 2012