terça-feira, 5 de junho de 2012

Mais uma história de Preto Velho - Telefone

Em uma madrugada de quarta-feira, em meio à orla marítima, Pai Benedito preparava-se para o último atendimento fraterno daquela noite.


A lua cheia brilhava esplendorosa no céu quando o perispirito de uma senhora de aproximadamente sessenta anos de idade, mas de mente jovial, sentou-se à frente da entidade.


— Como vai suncê zifia?


— Apesar de preocupada eu até que vou bem, mas qual é o nome do senhor?


— Zifia o nome deste nêgo é Benedito, mas nêgo deve pedir licença a suncê pra dizer que o senhor tá no céu.


— Vovô desculpe-me, mas eu só o chamei de senhor para demonstrar respeito.


— Nêgo véio sabe zifia, mas para que fique tudo certo é que nêgo pergunta: eu também posso tratá-la respeitosamente chamando-a de senhora?


— Ah não vovô, se for possível eu gostaria que o senhor me chamasse apenas de Mercedes.


— Então tá tudo certo zifia: nêgo chama suncê de Mercedes e suncê chama nêgo de Benedito.


Respondendo com um sorriso nos lábios Mercedes disse a entidade:


— Está certo vovô!


— Mas conte pra nêgo o que trouxe suncê até ele minha filha!


— Vovô, veja bem, eu conversei com o meu filho e ele disse que na próxima gira do terreiro ele vai estar sentado lá na assistência.


— Que bom zifia! Muito formoso suncê levar mais um zifio pra conhecer uma das casas de caridade onde nóis trabalha em nome da Umbanda.


— Nem me fale vovô, pois eu não vejo a hora de chegar o dia da próxima gira no terreiro!


— Mas por que tanta ansiedade zifia Mercedes? O filho de suncê tá com algum problema?


— Foi bom o senhor ter tocado neste assunto vovô, por que, na realidade, quem está com um problema sou eu!


— Conta pra nêgo véio zifia!!!


— Bem, é que nos últimos meses eu tenho me sentido muito só lá na casa onde eu vivo com meu filho, minha nora e meu netinho.


— Como assim zifia?


— A solidão que eu sinto é mais por parte do meu filho, que quase não tem tempo para estar comigo. O meu esposo faleceu há poucos meses, mas eu o sinto muito mais presente na minha vida do que o meu filho que eu tanto amo!


— Zifia Mercedes, nêgo inté que entende suncê; só o que nêgo não entende é o porquê da sua ansiedade em que o seu filho vá à assistência do terreiro.


— Olha vovô a minha ansiedade é por que eu não vejo a hora de o senhor conversar com o meu filho Ramon sobre toda esta solidão que eu já venho sentindo há um bom tempo. O senhor poderia fazer isto?


— Zifia antes, por caridade, responde uma coisa pra nêgo.


— Sim senhor!


— Zifia se o seu filho Ramon, ao invés de morar junto com suncê, residisse numa terra bem distante como suncê haveria de fazer pra conversar com ele?


— Bem vovô, eu poderia usar o telefone.


— Telefone?


— É vovô! O senhor não conhece?


— Ver nêgo já viu só que nêgo não sabe como funciona; suncê pode explicar pra ele?


— Certamente vovô! O telefone é um aparelho de comunicação onde eu posso fazer contato com outras pessoas, tanto como emissora quanto como receptora de mensagens.


— Nossa zifia Mercedes esse tal de telefone é mesmo um aparelho muito importante, não é?


— É sim vovô!


— Zifia pelo que este nêgo tá entendendo o telefone é um aparelho que encurta a distância aproximando pessoas, é isto?


— Exatamente vovô!


— Zifia, se uma pessoa que suncê gosta muito e sente muito a falta de comunicação com ela morasse do lado da sua casa suncê ia preferir entrar em contato com ela pelo telefone ou pessoalmente?


— Olha vovô eu preferiria pessoalmente.


— Suncê pode contar por quê?


— Perfeitamente. Para mim nada é mais importante do que o contato pessoal com aqueles que são tão caros ao nosso afeto. O telefone é importante, mas não deve substituir o carinho, a troca de energia e afeto que só o contato pessoal sabe proporcionar inigualavelmente.


— Deixa nêgo ver se entendeu: suncê tá dizendo que o telefone serve para encurtar distâncias em relação às pessoas que estão longe de nós, porque para pessoas que estão próximas nada é melhor do que o contato pessoal é isto?


— Exatamente isso vovô!


— Zifia Mercedes, nêgo véio entende que suncê veio até aqui pedir auxílio, mas, por caridade, será que Benedito pode fazer mais uma pergunta pra suncê?


— Puxa vovô, não precisa nem pedir!


— Zifia, como suncê mesma pode ver este nêgo véio não é muito chegado a beleza, mas mesmo assim ele pergunta: será que Nêgo Dito é tão feio, mas tão feio que parece um telefone?


Completamente atônita Mercedes respondeu:


— Como é vovô?


— Nêgo véio parece um telefone zifia?


— Claro que não vovô! O senhor é completamente diferente!


— Completamente diferente?


— Completamente vovô!


— Então porque zifia Mercedes deseja transformar este nêgo véio num telefone de suncê?


— Não entendo vovô!


— Não é suncê que mora na mesma casa com o seu filho Ramon?


— Sim senhor.


— Ele não lhe é muitíssimo caro?


— É sim senhor.


— E se ele mora na sua casa isso não quer dizer que ele lhe é próximo?


— Exatamente!


— Suncê quer que ele saiba que suncê se sente só em relação a ele, não é isto?


— Exatamente!


— Então por que suncê não aproveita esta oportunidade de ouro que é viver ao lado dele e não lhe diz o quanto a ausência dele a está fazendo sentir-se sozinha, triste, com medo de ser abandonada? Quem é nêgo véio pra substituir suncê no coração do seu filho? Se suncê souber quando, como e o que falar as suas palavras terão muito mais valia no coração do filho Ramon, do que qualquer palavra que este nêgo disser a ele, pois aos olhos daquele zifio nêgo véio seria apenas um telefone.


Talvez seja pelo fato do preto-velho falar das coisas que vão ao coração de um jeito tão humilde, talvez seja pelas palavras daquela entidade terem ampliado a consciência de Mercedes, ou talvez seja mesmo pelo fato dela ter carregado aquele sentimento de abandono por tempo demais dentro do seu ser: a realidade é que nenhuma destas teorias é mais importante do que o pranto transmutador que brotou dos olhos de Mercedes, desafogando o peito dela do medo e clareando o seu mental.


Após alguns instantes, e já se sentindo bem melhor, Mercedes disse a entidade:


— Vovô, o senhor me disse que se eu souber quando, como e o que falar com o meu filho o resultado será benéfico para nós dois, mas como é que eu vou saber o que quando e como comunicar-me com o meu filho?


— Simples zifia: é só suncê fazer um telefonema antes de conversar pessoalmente com o filho Ramon!


— Telefonema? Mas o senhor não acabou de dizer que é melhor falar pessoalmente?


— Este telefonema que suncê vai fazer num é pro fio Ramon!


— Não!?!?


— Não! É pra Zambi-Nosso-Pai!


— Telefonar para Deus? Vovô, o senhor está falando sério?


— Claro zifia Mercedes!


— E como é que se telefona pra Deus?


— Um telefone não serve pra comunicação?


— Sim.


— E como comunicar-se com Deus?


— Ah, entendi vovô! Eu devo fazer uma prece a Deus, não é isso?


— Exatamente zifia!


— Só que eu já fiz inúmeras preces a Deus e até agora não consegui encontrar forças para falar da minha dificuldade com o meu filho, por isto é que eu fui trazida até aqui para falar com o senhor!


— Nêgo véio sabe disto zifia: os filhos de fé são os emissores dos pedidos de auxilio divino, Zambi é o receptor destes pedidos, a oração é o telefone e nós, que suncês chamam de entidades, somos os impulsos telefônicos!


— Pois é vovô a sua definição é, mais uma vez, brilhante em tanta simplicidade, mas o que o senhor quer me dizer, na realidade, é que eu devo fazer mais preces antes de conversar com o Ramon?


— Zifia, por caridade, cite pra nêgo pelo menos dois problemas que podem atrapalhar ou impossibilitar a comunicação num telefonema entre duas pessoas aqui na terra.


— Bem, quando o telefone está mudo isto impossibilita a ligação telefônica; já quando esta é estabelecida os chiados podem atrapalhar a comunicação.


— Muito bom zifia! Foi suncê que acabou de ser brilhante!


— Eu?


— É zifia! Suncê mesma acabou de responder por que não conseguiu forças pra conversar com o seu filho apesar de sua reiterantes rogativas a Zambi.


— Eu respondi vovô?


— É zifia! Suncê até hoje não obteve a resposta de Zambi em relação aos “telefonemas” que suncê faz a Ele por conta das interferências no telefone.


— Não entendi vovô!


— Zifia Mercedes suncê mesma respondeu pra nêgo: quando o telefone está mudo a ligação fica impossibilitada.


— Desculpe, mas ainda não entendi vovô!


— Zifia muitas vezes quando suncê pega o telefone da oração pra fazer rogativas a Zambi ele está mudo e daì Zambi não recebe a mensagem de suncê!


— Quando é que isto acontece vovô?


— Quando sunce, por exemplo, faz a prece, mas se julga imerecedora de receber a benção, nêgo véio tá mentindo?


— Não senhor!


— O fato de emitir a oração com algum juízo de valor é o suficiente, por si só, pra torná-la muda, pois só Zambi-Nosso-Pai pode julgar o merecimento ou não de cada um em suas orações.


— Estou entendendo vovô, mas será que o senhor também poderia contar-me a interferência que faz a minha oração ficar com “chiados” aos ouvidos de Deus?


— Perfeitamente zifia! É quando suncê faz preces com outros desequilíbrios nos campos da fé!


— O desequilíbrio nos campos da fé provoca chiados na oração a Deus: é isto?


— Exatamente, pois a oração é por si só, um ato de fé, não é verdade?


— É verdade, agora estou entendendo Pai Benedito!


— No seu caso, como suncê bem sabe, o desequilíbrio nos campos da fé que produz os chiados em suas orações é originário do medo que suncê tem que Deus lhe dote de forças pra conversar com o seu filho e de que você, depois de conversar com ele, seja tratada de forma indesejada pelo Ramon devido à incompreensão dele.


— Não vou negar o senhor tem razão, é verdade!!!


— Pois então minha filha mudar sua postura, seu estado consciencial, continuar a ter fé em Deus sem duvidar de seu próprio merecimento e capacidade são as condições que farão a qualidade dos seus telefonemas ser a melhor possível aos ouvidos de Zambi-Nosso-Pai, suncê entendeu?


— Sim senhor!


— Então vá na força e na luz de Zambi-Nosso-Pai!


— Que assim seja e muito obrigado vovô!


— Nêgo véio é que agradece zifia Mercedes, nêgo veio é que agradece!!!



Mensagem de Pai Benedito recebida por Pedro Rangel.

domingo, 3 de junho de 2012

Pensamentos by André Luiz

Bom dia!
Bom domingo...
abraços,
nelly

Respeite os problemas alheios, sem interferir neles, a menos que a sua cooperação seja solicitada.


Não pronuncie palavras que ofendam e depreciem.


Quando possível, dê sempre alguma frase de consolo e esperança a quem sofre.


Não se faça estação de pessimismo ou desânimo.


Esqueça o mal que receba e nunca faça a cobrança do bem que tenha podido distribuir.


Não impulsione para a frente qualquer questão desagradável.


O trabalho no desempenho do seu dever é o capital que lhe valoriza as orações.


Lembre-se da parcela de socorro que sempre devemos aos companheiros mais necessitados que nós mesmos.


Quanto possível faça algo ou algo aprenda de útil para que seu dia de hoje seja melhor que o de ontem.


Nunca se esqueça de que todas as vantagens ou benefícios que desfrutemos da vida são empréstimos de Deus.

(André Luiz)

sábado, 2 de junho de 2012

Apegos

Apegos – por Sr Zé Pilintra

http://www.seteporteiras.org.br

Uma pessoa radical é aquela que não abre mão dos seus pontos de vista, que é intransigente no seu modo de ver e tratar um assunto. No popular, a gente podia dizer que é “um mala”, pois às vezes fica pesado ficar perto de alguém assim...
Todos nós, de algum jeito, temos lá nossos “radicalismos”, hehe... Uns são bem inocentes, não atrapalham ninguém. Vamos pegar uns exemplos.
Às vezes se diz: “Só tomo café de máquina”; “Só tomo café na xícara”; “Só como de garfo e faca”. Isso não chega a ser intransigência, mas um gosto da pessoa, uma coisa na qual ela se apega porque lhe faz bem, dá satisfação. Mas que ela perde a oportunidade de experimentar coisas novas, lá isso é verdade... Ainda fica uma questão: e se o amigo que lhe convidou pra comer não tem isso pra lhe oferecer, porque os costumes dele são mais simples?...
E isso também me traz pra lembrança um tempo meu de encarnado... Hehe, tempo bão!... Foi quando vivi aos cuidados da minha querida Vovó “Zurmira”― que assim ela se apresentava. Mulher de poucas letras, mas de um enorme coração... Quituteira de mão cheia, punha Luz e Amor em tudo o que tocava... Nos seus modos simples, quando sozinha, ela gostava de comer com as mãos, fazia lindos bocados... Mãos muito limpas, sempre lavadas com cuidado, e ainda banhadas de pureza pelos atendimentos de caridade que fazia... Eu era moleque e gostava de espiá-la nesses gestos simples e naturais. Eu pensava que ela é que tava certa, pois abria as mãos de trabalhadora pra receber e saborear os frutos da Mãe-Terra― era isso que eu sentia... Ela “se escondia”, pra evitar que alguém de fora se melindrasse, não gostava de ofender a ninguém... Quando tinha mais gente na mesa, então ela sabia usar garfo e faca, toda jeitosa e delicada. Tudo nela era delicado... O que mais vale na vida é o que a pessoa tem por dentro... E Vovó Zulmira demonstrava em qualquer situação aquela delicadeza, não dependia de mais nada pra ser assim... Enfim, cada um vive do seu jeito. Vamos continuar nossa prosa...
Outros tipos de radicalismo já vão dar complicação, mostrando que a pessoa perdeu a medida, que não está considerando outras opções e nem respeitando a opinião alheia.
Vamos pensar nuns exemplos: “Não suporto mulher de saia curta...”― essa frase tá sugerindo que tem “coisa errada” nela. Mas eu lhe pergunto: e o que você tem com isso? Se a Dona tá passeando feliz, lá com a sua sainha? A maldade tá no olho de quem vê... Se não lhe agrada, não use! Outro caso é quando se diz: “Não gosto de gente calada...” ―olha a ruindade aí, outra vez! Não podemos nos apressar em julgar a pessoa por causa de um comportamento dela ou duma aparência! O motivo dessa conversa não é apontar o dedo pra ninguém, e sim, a gente analisar os próprios comportamentos, observando as coisas que a Vida traz pra gente.
O motivo é a gente se lembrar― quando uma coisa assim (dos exemplos) acontece na nossa frente―, de que também fazemos isso, até sem perceber. A gente se apega num ponto de vista, numa idéia, e às vezes não aceita nada diferente daquilo e fica intransigente...
Intransigência é apego, é limitação. Não faz bem pra gente. O bom é procurar se
renovar sempre: considerar outros pontos de vista, outros jeitos de se fazer as coisas e etecétera e tal. Quando a gente se apega, agarra aquilo com as mãos. Daí, com as mãos cheias, fica mais difícil de poder receber outras coisas da Vida. Esse é o caso a considerar. A velha história: esvazie seus armários das coisas apinhadas, que você acaba nem usando tudo, pra poder receber coisas novas...
No coração e na cabeça da gente acontece a mesma coisa: precisa de ar novo, precisa de se abrir espaço para o novo entrar, pra que haja renovação das energias e da qualidade da vida que se leva.
Enfim, tem muita coisinha que a gente vai fazendo, e fazendo, sem se dar conta de que a soma daquilo tudo gera algumas atrapalhações no caminho...
A gente, sem perceber, vai acumulando coisas sem importância... E aquilo, muitas vezes, impede a entrada de coisas importantes que a gente tanto queria alcançar. A raiz dos tais “grandes problemas” quase sempre está em pequenas atitudes que a gente vai tomando na vida, sem se dar conta, sem parar pra pensar. Enfim, que um dia a gente aprende...
Outros radicalismos já mostram uma boa dose de orgulho e vaidade. Nos grupos a gente percebe melhor isso.
Imagine um Templo, onde há muitas tarefas a cumprir, mas alguém do grupo nunca tá disposto a fazer outro serviço que não seja a primeira tarefa que lhe deram ao entrar na casa. A pessoa se apega naquilo, não ensina os companheiros que acabaram de entrar no grupo, se apossa da tarefa e não se dispõe a mais nada. Principalmente no caso de ser convidada a fazer serviços de bastidores, aqueles que são importantes, mas que não colocam a pessoa em destaque durante os trabalhos (limpeza, arrumação e muitos outros)... Quem age assim perde a oportunidade de aprender outras coisas e cria insatisfação em torno de si, ao retirar oportunidades dos outros também. Pode não perceber, mas tá no orgulho e na vaidade... Não tá agindo com o senso de colaboração, não distribui, só recebe o que quer, e também não doa de si o que poderia. Isso acontece em todos os grupos (família, trabalho, estudo e etecétera).
Por que eu tô falando disso? Porque isso gera entraves na vida da pessoa!...
O mais interessante é o que eu chamo de radicalismo “chique”, hehe... É uma forma de intransigência velada, quando a pessoa impõe seu gosto e pensamento de forma indireta, querendo fazer disso o padrão que todos “devem” seguir. É uma forma de controle. De “chique”, não tem nada... Essa pessoa nunca levanta a voz, se controla ao máximo, não perde a pose, mas outras atitudes revelam sua real intenção: ela solta uma piadinha, ou faz caras e bocas, ou revira os olhos, ou dá uma risadinha de canto da boca, isso quando o outro tá falando ou mostrando uma coisa que ganhou ou um trabalho que fez, e todo feliz, querendo compartilhar sua felicidade. Vamos dizer que alguém chega pros companheiros e, todo feliz, mostra uma roupa nova. O radical “chique” dá parabéns, elogia, mas pelas costas do companheiro revira os olhos, numa crítica maldosa e covarde, querendo dizer que aquilo é de mau gosto... Não foi um ataque aberto e direto, o companheiro nem percebeu, mas aquilo foi visto pelo restante do grupo. Uma censura sem propósito e que nada traz de bom pra ninguém. Uma atitude infeliz... Sou bem sincero, não gosto disso. Prefiro os maldosos declarados, que chegam na cara da gente e despejam sua crítica pesada e, no geral, sem fundamento. Pelo menos, mostram quem são!...
Já o radical “chique” é perigoso: dissimulado, liso, vive se escondendo, escorregando, querendo ter vantagem em tudo, ficar “por cima”, sem nunca se expor ou dizer quem é...
Mas não tenho raiva, não! Quem age desse jeito tá doente, e já perdeu a noção de si mesmo, de tanto se disfarçar... Enfim, que todos nós precisamos de ajuda e de um trabalho constante de autoconhecimento, pra ir melhorando aos poucos.
E o fim dessa prosa é esse mesmo: que a gente pense e repense, analisando as coisas que fez naquele dia, fazendo um balanço de tudo, pra se melhorar e melhorar na vida. Um balanço no final de cada dia, revendo o que aconteceu, as nossas emoções diante das coisas, os sentimentos, as reações, as decisões e indecisões... Não pra se condenar pelo que não fez tão bem, mas pra avaliar o avanço que tem feito, e as coisas que pedem uma revisão, onde tá carecendo de um apoio, procurando ajuda e etecétera. Afinal, a nossa vida é a empresa mais importante que pode haver. Quem lucra e quem às vezes perde, num momento, é a gente mesmo, de tudo aquilo que faz e deixa de fazer.
Com esse balanço a cada dia, as coisas não se acumulam. Os armários e as gavetas da nossa cabeça vão estar sempre arejados e com espaço pra coisas novas. A gente vai ficando mais capaz de ter pensamentos e idéias bem claras. Os problemas não ficam tão pesados, porque a gente vai olhar pra eles um dia de cada vez, fazendo o que pode pra melhorar, dia após dia. Isso dá um alívio na gente, e as coisas ficam mais leves, não tem lugar pra “dramas”...
Eu lhe desejo muita paz e sucesso nos seus balanços de final do dia!
Muita coragem pra continuar, muita determinação, muito carinho por si mesmo, muitas boas colheitas, muitos projetos pra realizar.
Porque sei de uma coisa, meu amigo, minha amiga: se você teve paciência com essa minha conversa, respeitando os meus limites de comunicação, é porque você é uma pessoa “chique” de verdade: com muita elegância na alma, com um coração aberto pra ouvir os outros, com disposição de observar o que acontece à sua volta, pra tirar suas próprias conclusões e acolher no coração e na mente o que lhe possa trazer algo de bom. Muito obrigado!
Enfim, tudo ensina, pois de tudo se tira mais uma experiência. E assim a Vida nos leva pra caminhos melhores...
Então, que OLORUM nos ilumine, pra que a gente se livre de ser uma pessoa apegada demais e radical; mas sem nunca perder o respeito, de irmão pra irmão, por aqueles que ainda estejam noutra fase de aprendizado... Que assim seja!
Fique na Paz.

(Zé Pelintra, 16/3/2012)

Praticando o Amor

Eu entendo que a atuação mediúnica só tem sentido se for realizado como um profundo ato de amor, por si, pelo próximo, por Deus... Axé! "Se existe amor, há também esperança de existirem verdadeiras famílias, verdadeira fraternidade, verdadeira igualdade e verdadeira paz. Se não há mais amor dentro de você, se você continua a ver os outros como inimigos, não importa o conhecimento ou o nível de instrução que você tenha, não importa o progresso material que alcance, só haverá sofrimento e confusão no cômputo final. O homem vai continuar enganando e subjugando outros homens, mas insultar ou maltratar os outros é algo sem propósito. O fundamento de toda prática espiritual é o amor. Que você o pratique bem é meu único pedido” - Dalai Lama -

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Celebrando a Paz

Amigos, na busca por uma mediunidade equilibrada, por um trabalho sério e, principalmente na minha eterna tentativa de transformação pessoal, tenho experimentado vários momentos que valem por uma vida inteira. Entre esses momentos de aprendizado profundo, estão as noites de terça-feira junto a corrente que vai se construindo devagarinho... A idéia de ser manso e prudente tem tomado uma nova perspectiva para o meu espírito aguerrido e belicoso (rs)... viver tem tomado uma nova perspectiva. Não há nada de novo, não há nada de espetacular, nenhum milagre, nenhuma novidade...apenas a vida se mostrando em uma perspectiva tão familiar e querida ao coração que parece que sempre foi assim. E nessa simplicidade cabem as palavras que inspiraram nossa saudação aos Pretos Velhos. Adorei as Almas! Carinho, Nelly A Paz A paz não é orgulhosa de si, não se compraz no ego. Não se constrói na tristeza do outro, nem na competição. Se houver um único ser que possa se lamentar por tua existência, por algo que você fez ou falou, então não há paz. Se não houver perdão de si para si e para o outro, não há paz. A paz não se faz no barulho, na balbúrdia. Ela nasce na tranquilidade da mente e do coração. Ela é filha de uma consciência límpida e de um coração bondoso. Se houver resistência ou não aceitação de algo, então não há paz. Se houver rebeldia ou contradição, então não há paz. Não há paz nas palavras doentias, nas ações de má fé. Não há paz em atitudes e palavras rudes. Não há paz na vaidade. Não se luta pela paz. Nenhuma guerra, briga ou competição se justifica pela busca da paz. Se constrói a paz na humildade dos atos e palavras. Ela é fruto da renúncia, da maturidade do espírito que busca entender e aceitar os caminhos da vida. Não se toma a paz para si, pois ela não pertence a ninguém, não é objeto de barganha ou de negociação. Ela é de Deus e é o próprio Mestre redivivo na alma de cada um. É preciso gratidão e alegria serena para que a paz se manifeste. É preciso silêncio para perceber a paz. É preciso simplicidade para viver a paz. É preciso entregar-se ao mistério divino para ser a paz. Um espírito livre é um espírito de paz. Pela libertação dos cativeiros da alma, salve a Paz de Oxalá! Salve Vó Benedita de Aruanda! (mensagem pela saudação dos Pretos Velhos no dia 15 de maio de 2012)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Saudação aos Pretos Velhos - Celebrando a Paz!

"Preto Velho bateu sua caixa deu viva à yayá, Preto Velho bateu sua caixa deu viva à yoyo, Viva yayá! Viva yoyo! Viva Nossa Senhora, cativeiro acabou! "

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Alento

Essa veio dos nossos amados Pais Velhos. Sabedoria infinita a orientar nosso coração tão dolorido... Salve Vó Benedita de Aruanda e Pai Bento de Angola! Saravá o Rei do Congo! carinho, Nelly “Somos convidados em nosso dia a dia a vivenciar os ensinamentos que nos são apresentados ao longo de nossas vidas. Isso se dá por meio dos embates cotidianos, seja num momento de reflexão, na oportunidade de calar nossas palavras, em momentos de alimentar a paz em uma situação de discórdia, de acolher aquele que nos fere, de pedir perdão... Os embates diários são muitos e cada um vivencia aqueles que mais se adequam a sua necessidade de aprendizado e de equilíbrio. Em outras palavras, aqueles que atraímos por nós mesmos, por nossas ilusões, por nossos vícios e, assim por diante. No meio da confusão desses inúmeros embates nem sempre se consegue perceber a mão dos mestres a nos guiar e a sede de equilíbrio e harmonia nos chega, a tal ponto, que deixamos de entender o que é isso que estamos necessitando. Tudo parece se confundir diante de nossos olhos. Mas ainda assim, o equilíbrio e a harmonia estão conosco. O equilíbrio, é a medida certa da liberdade que cada espírito, individualmente, deve alcançar. É a sensação de redenção, de ter feito o que era mais certo, sendo, honesto consigo e com Deus, mesmo que o coração sangre e os olhos chorem. O equilíbrio é a força de Xangô atuando. Esse magnífico Orixá, emana por todos os caminhos, a lucidez necessária aos ajustes cármicos, a fortaleza na alma para a solidão do mundo. A justiça divina consiste nisso: oportunidades de reorientar o caminho, acertando o passo para a liberdade. Não há injustiça em nada do que ocorre em nossas vidas. Tudo faz parte de uma teia energética que construímos ao longo das múltiplas existências. Para desfazer esse intrincado tecido fluídico é necessário percorrer um longo caminho, primeiro dentro de nós mesmos, para após, reconhecermos no outro esse “eu” que fomos e que ainda somos. Tudo que vivemos é fruto de nossas irradiações, de nosso entendimento e de nossa capacidade de escolha. Basta um segundo, uma mínima escolha para que toda uma história se modifique. As escolhas são feitas no tempo e, ao longo dele, vão se condensando até dar forma a nossa realidade atual. Somos o que somos, porque fomos nos construindo ao longo do tempo. Se ao longo do tempo nos afastamos do belo e do bom, será ao longo do mesmo tempo que retornaremos à nossa verdadeira morada. E, esse caminho de volta se dá por meio dos embates do cotidiano e do que construímos com essas múltiplas experiências. Cada um a sua maneira e no seu tempo. A força para a luta diária com o mundo tem sua origem no entendimento e na aceitação de que tudo o que existe, existe por algum motivo que nem sempre nos é dado conhecer em profundidade, mas que se, participamos, é porque nos foi ofertada a oportunidade de aprender algo a respeito, agregando informações e modelos para o futuro. Somos seres cuja consciência precisa ainda de experiências físicas, por isso, o estágio evolutivo na matéria é uma oportunidade ímpar para alcançar o tão almejado equilíbrio, portanto, liberdade. Aproveitar cada situação para mudar seu caminho, sua vibração, sua postura é tarefa árdua, mas que pode ser vivenciada com a alegria e a leveza dos Êres, cuja essência ainda trazemos em nossa alma encarnada. Viver e experenciar momentos de ajustes é uma dádiva. Não se prendam ao medo de errar, não se prendam ao futuro, não se prendam ao passado. Não se prendam em si mesmos. Ao contrário, se liguem a princípios que sejam condizentes com a mansuetude da alma, com uma postura pacífica e amorosa diante da confusão do mundo. Prendam-se a valores que enobreçam o espírito, despertando o que há de melhor nele. Rendam-se aos conflitos com a certeza de que há algo sendo acertado, limpo e liberto. Rendam-se as novas possibilidades da vida em sua plenitude no Bem. Vivam o bem, sejam o bem e aceitem a justiça se manifestando. Porque é assim: a trajetória evolutiva de cada um de nós, encarnados ou não, é feita tal como uma trama cuja tessitura é realizada a cada segundo, momento a momento, escolha a escolha, vida após vida... Salve a estrela guia que brilha na coroa de cada filho dessa Casa. Salve Jesus e a Virgem Maria!” Curitiba, 06 de maio de 2012.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Salve Ogum!

Recebi no facebook...e compartilho aqui no blog, pois é bem bacana a reflexão... Salve Ogum! Axé, Nelly
Penso na importância desse dia para a Umbanda, dia em que a vibração máxima da ação, da força, da coragem, da Verdade Suprema está ativamente em ronda. Dia em que os “sentidos” dos umbandistas afloram, afinal é Dia de Ogum !!! Como passar por esse dia sem falar sobre a importância da ação dos médiuns umbandistas? Como aceitar umbandista sem ação, fechados dentro de seus mundos deixando de lado o trabalho, o compartilhar, a ação em prol do próximo? Sei que a vida dá voltas e, são exatamente nessas voltas em que a vida dá que temos que ser retos, convictos em nossos propósitos, principalmente de fé. Fé, que além do seu sentido harmonizador, é impulsionadora, e é por esse impulso que agimos e realizamos. Portanto quando temos fé, temos Ogum manifestado em nossos corações. Claro que muitas pessoas dizem que têm fé mas, dizer só, não é um ato de fé. Fé é vibrante, Fé é ação reta, é agir ativo! Fé é trabalho e todo trabalho só é produtivo se tiver ordem, portanto fé é ação, é caminho, é retidão, é trabalho, é ordem, ou seja, FÉ é OGUM ! Ogum não é falar, é sentir e agir! Ogum não é querer, é trabalhar para conquistar! Ogum não é tristeza, é certeza verdadeira! Ogum não é pensar, é ser, estar, agir, pleno em tudo e por todos! Ogum não é silêncio, não é passivo, é ativo com consciência! Ogum é provocativo! É pensar na frente, é ser a causa e é estar na frente! Não dá para no dia de hoje não refletirmos sobre nossa condição espiritual, mediúnica e principalmente umbandista. A Umbanda, a espiritualidade, o espírito, precisam de ação, não sobrevivem na passividade, sem que trabalhem ou que haja benefício do próximo. A Umbanda, a espiritualidade, o espírito, não são poupança, não devem ficar guardados. Devem ser compartilhados! Hoje é dia de vermos Ogum, de sentirmos Ogum, de nos dedicarmos à Ogum! Como pensar em pouco quando falamos em Ogum! Hoje é dia de falar com Ogum! É dia de verdadeiramente nos posicionarmos diante dele como soldados: agindo em sentido de alerta, praticando a Umbanda na sua essência, em posição, estufando o peito, olhando reto e confirmando nossa verdadeira fé ! Ser Umbandista É ter o privilégio de sentir OGUM com toda sua força e determinação; É ter o privilégio de ouvir OGUM e aprender com sua estratégia e coragem; Ser Umbandista É ter o privilégio de segurar a espada, o escudo e a lança de OGUM com toda sua convicção e proteção; É ter o privilégio de girar em OGUM com sua reverência e valentia; Ser Umbandista É ter coragem e proteção; É ter convicção e determinação; É ter a Glória e a Salvação à sua disposição; Ser Umbandista para mim, É ter Ogum cravado no coração e manifestado diariamente, com toda sua excelência! Ogunhê
(fonte:www.minhaumbanda.com.br - texto publicado em 23/04/10)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Não valorizem o Mal

Não valorizem o Mal,Valorizem o bem,
Não valorizem o Mal,Não alimentem os seus demônios interiores,
Não valorizem o Mal,Valorizem a bondade, a sua luz interior,
Não valorizem o Mal,Nem sempre o que seus olhos lhes mostram são imagens reais, pois podem ser criação de sua mente ou imagens implantadas do que querem que vejam,
Não valorizem o Mal,Valorizem a importância de Deus em suas vidas,
Não valorizem o mal,
Para não acabarem sendo escravos dele,
Não valorizem o mal,Nem tudo é demanda ou ataque espiritual,
Não valorizem o mal,
Olhem para dentro de si e vejam que lá esta a fonte da atuação negativa,
Não valorizem o mal,Se houve a atuação, é porque houve afinidade vibratória e, por conseguinte algo a ser resolvido por vocês mesmos,
Não valorizem o mal,Parem de procurar no externo ou em terceiros a causa dos seus problemas,
Não valorizem o mal,O seu maior inimigo são vocês mesmos, é a auto-sabotagem ao seu plano pessoal divino,
Não valorizem o mal,Quando pararmos de procurar o mal onde ele não existe, estaremos de frente para com Deus.

Palavras do Senhor Ogum Matinata aos médiuns do Centro Espiritualista 7 Lanças, Curitiba – PR. 15/04/2012 - http://umbandasagradacuritiba.blogspot.com.br/

cuidando da própria Vida

Vivemos momentos difíceis no Orbe terrestre. O mal é divulgado com força, a violência se justifica como condição de convívio, a sexualidade viciante densifica o amor e deturpa os afetos, as doenças crescem, como produto de uma vida baseada na competição, no desequilíbrio emocional e na falta de conhecimento sobre si e sobre Deus. Todos os espíritos sofrem em algum nível. E esse sofrimento dá base para comportamentos que não são condizentes com um mundo melhor ou, pelo menos, com um estado de espírito mais equilibrado.
O que está faltando?
As religiões, seitas e filosofias se multiplicam e são divulgadas com facilidade. Temos acesso a informação de maneira muito ampla, mas não conseguimos ser sábios. Temos teorias e conceitos profundos sobre quase tudo o que há, distribuímos conselhos às pencas, mas não conseguimos resolver pequenos desafios que nossas escolhas nos trazem.
O que estamos fazendo de nossa encarnação?
Vivemos míopes diante da espontaneidade e da pureza da alma. Nos afastamos do Deus que habita dentro de nós...desconhecemos nossas necessidades mais intimas de aprendizado e equilíbrio. Desconhecemos a natureza de nossa Alma e atribuímos a outros responsabilidades que são exclusivamente nossas. De modo geral, não respeitamos nem nossas necessidades físicas básicas, tal como comer e dormir direito...
Tudo isso para que? Para dizer por ai que somos vítimas do destino? De um Deus intimidador?
Dia a dia vamos nos enredando em laços invisíveis e fortalecendo o cativeiro de nossa alma.
O que temos feito com as oportunidades de redenção e liberdade?
Quantas vezes temos que ajudar uma pessoa que tem a mesma dificuldade que nós mesmos? Quantas vezes somos convidados a mudar, a perdoar, a escolher de modo diferente, a recomeçar o caminho? Todos erramos e muito, mas há sempre a possibilidade de olhar de modo diferente para toda e qualquer situação, aprendendo com ela e escolher outros caminhos...
Quando postas essas questões para nossos amados mentores, geralmente eles nos aconselham a observar o que estamos fazendo e que nos leva para longe do caminho da Lei Maior. Segundo o que nos ensinam, todo e qualquer sofrimento é sinal de que estamos indo contra com nosso compromisso encarnatório. Para saber o que estamos fazendo de inadequado é necessário praticar momentos de meditação e reflexão profundas. Nos quais nos vemos como somos e identificamos o que temos que mudar. A Espiritualidade Superior está ao nosso lado para nos dar forças para a necessária transformação e, claro, resignação e entendimento para aceitar o que não podemos mudar ainda.
Isso é viver a mediunidade baseada na espiritualização e não apenas no fenômeno, isso é saber usar seu livre arbítrio, assim como, entre outras coisas, é vivenciar a religiosidade na vida real.
Imagino que aquela disciplina que é tão exigida dentro do Centro deva fazer algum sentido na nossa vida terrena também, não é mesmo? O silêncio, a prece, o distanciamento das situações negativas, a mudança de comportamento, o cuidado com as palavras, com os pensamentos, com os excessos de qualquer natureza, o cuidado com a vitimização e com a culpabilidade... etc. Tudo o que nos é ensinado dentro do Terreiro deve ser posto em prática na intimidade de nossa vida de alguma forma para além do acendimento de velas, de incorporações incautas ou de aconselhamentos puritanos. Se cada um cuida de seu caminho e, portanto, de sua vibração, estaremos contribuindo amplamente para o trabalho que as esferas superiores desempenham na Terra.
E, mais do que apenas dentro dos Terreiros e demais Templos religiosos, temos que nos conscientizar que servimos de instrumento também fora desses espaços. E o que aprendemos dentro deles deve servir à nossa encarnação e ao compromisso individual com a Divindade.
Olhemos para nossa Vida, para nossas escolhas, vamos viver o que aprendemos, com coragem, alegria e humildade e, assim, mudar nosso destino, fazendo valer a atual oportunidade encarnatória. Vamos fazer de nossa vida campo fértil para a Espiritualidade Superior e assim não coadnuar com a negatividade e repetição de ciclos cármicos. O que acham? Vamos tentar?

Carinho e axé,
Nelly